O começo do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira, 2, contou com a presença de parlamentares ligados à esquerda. A sessão marcou o primeiro dia de análise do processo, que deve se estender por dez dias.
Logo cedo, por volta das 8h30, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), chegou ao prédio do STF e acompanhou os trabalhos sentado na terceira fileira do plenário. Ao seu lado estavam o deputado Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ) e as deputadas Fernanda Melchionna (Psol-RS) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ).
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No período da tarde, Lindbergh retornou ao plenário acompanhado do correligionário Rogério Correia (PT-MG). Ambos ocuparam lugares próximos ao jornalista Gerson Camarotti, do Grupo Globo.
Julgamento de Bolsonaro
Durante a tarde desta terça-feira, foi retomada a sessão. Agora, os advogados de defesa dos réus fazem suas sustentações orais. São julgados Bolsonaro e os seguintes réus:
- Walter Braga Netto;
- Augusto Heleno;
- Alexandre Ramagem;
- Anderson Torres;
- Almir Garnier;
- Paulo Sérgio Nogueira; e
- Mauro Cid.

O ex-presidente, que está em prisão domiciliar desde 4 de agosto, não acompanha o julgamento no STF. Segue na casa dele em Brasília. Ao chegar à Corte na manhã de hoje, o advogado Celso Vilardi afirmou que Bolsonaro “não está bem de saúde”.
Bolsonaro e os outros sete réus do “núcleo 1” respondem a cinco acusações:
- tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito;
- tentativa de golpe de Estado;
- organização criminosa armada;
- dano qualificado; e
- deterioração de patrimônio tombado.
Se for condenado em todos os crimes listados ao STF pela Procuradoria-Geral da República, Bolsonaro pode pegar pena de 43 anos de prisão. Se isso ocorrer, terá de cumprir pelo menos 12 anos em regime fechado.
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