Nesta segunda-feira, 8, o PT aprovou uma resolução que estabelece as diretrizes do partido para a reeleição do presidente Lula em 2026.
O documento afirma que o eixo central é a reeleição do presidente Lula.
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O ato é tratado como “condição indispensável para enfrentar a extrema direita, preservar a democracia, consolidar direitos e avançar em reformas estruturais”.
Conforme o texto, o Brasil entra no ciclo pré-eleitoral em meio a transformações políticas globais e pressões internas, exigindo do partido uma estratégia integrada que envolva programa de governo, política digital, mobilização territorial e fortalecimento das bancadas no Legislativo.
Segurança pública no centro para reeleição de Lula

O PT declara que a segurança pública se tornou “questão nacional incontornável” e defende a criação de um Ministério da Segurança Pública.
A resolução diz que o governo Lula deve adotar um modelo baseado em inteligência, tecnologia, investigação e combate financeiro ao crime organizado.
O partido registra que operações federais recentes — como Carbono Oculto e Poço de Lobato — demonstrariam a necessidade de articulação nacional da política de segurança.
“O Brasil precisa de uma política nacional de segurança pública integrada com as políticas sociais, comprometida com a vida”, afirma o documento.
Regulação de redes
A resolução afirma que “não haverá eleição sem interferência externa”, mencionando pressões norte-americanas e tentativas de manipulação digital.
Como prioridade estratégica, o PT propõe:
- regulação das big techs;
- auditorias independentes de algoritmos;
- interoperabilidade entre plataformas;
- fortalecimento de redes digitais progressistas;
- construção de infraestrutura nacional de dados e centros públicos de computação.
De acordo com o texto, empresas privadas controlam fluxos de informação e favorecem conteúdos explosivos que beneficiariam “segmentos antidemocráticos”, o que exigiria um “regime robusto de transparência e responsabilização algorítmica”.
O principal antagonista
Segundo o PT, governadores vêm atuando para “sabotar” políticas federais em áreas estratégicas.
A sigla destaca Tarcísio de Freitas como o mais relevante entre eles.
O texto afirma que o governador de São Paulo se tornou o “principal interlocutor do projeto neoliberal e privatista”, transformando o Estado em “laboratório da redução radical do papel do Estado, da entrega de bens públicos e do enfrentamento ideológico ao governo federal”.
Leia também: “Aos amigos, os favores; aos inimigos, a lei”, reportagem publicada na Edição 299 da Revista Oeste
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