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Senado quer saber para onde foi o dinheiro da crise ianomâmi

Aprovado por unanimidade, relatório da subcomissão presidida por Damares demonstra que a tragédia persiste três anos depois da emergência e vai cobrar do governo o destino dos recursos

Lula e indígenas ianomâmi | Foto: Michael Dantas/AFP
Lula e indígenas ianomâmi | Foto: Michael Dantas/AFP

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

Em janeiro de 2023, Lula visitou Roraima e prometeu tratar a crise dos indígenas Yanomami como uma "questão de Estado", mas a situação voltou a ser debatida pela oposição. Em 8 de novembro, a Subcomissão Permanente dos Povos Indígenas Yanomami, presidida pela senadora Damares Alves, aprovou um relatório que aponta falhas na resposta do governo, como a paralisação da reforma da Casa de Apoio à Saúde Indígena e interrupções na entrega de alimentos.

Em janeiro de 2023, recém-empossado, Lula foi a Roraima diante das imagens de indígenas ianomâmis desnutridos e prometeu tratar o caso como “questão de Estado”. A crise se tornou uma das principais bandeiras do governo contra a gestão anterior. Desde então, já foram destinados mais de R$ 1,7 bilhão em créditos extraordinários à Terra Yanomami, porém o problema ainda persiste.

Nesta quarta-feira, 8, a Subcomissão Permanente dos Povos Indígenas Ianomâmis , presidida pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), aprovou por unanimidade um relatório que aponta falhas estruturais na resposta do governo federal ao território.

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O relatório, ao qual a Oeste teve acesso, é fruto de uma diligência a Boa Vista em maio deste ano. A reforma da Casa de Apoio à Saúde Indígena está parada por descumprimento de contrato, e a unidade opera acima do limite, com cerca de 480 pessoas para 450 vagas.

Lideranças relataram a interrupção na entrega de cestas de alimentos, e a malária segue alta, alimentada pelas cavas de garimpo com água parada. As escolas continuam fechadas em comunidades como Olomai, Budu-U e Mucajaí, enquanto cresceram os atendimentos por ferimento de arma de fogo e por consumo de álcool. Em Boa Vista, indígenas que descem para sacar o Bolsa Família viraram alvo de retenção de cartões e de empréstimos irregulares.

Ministérios do governo Lula serão cobrados

O relatório afirma ainda que “embora as operações de desintrusão tenham promovido uma redução significativa da atividade garimpeira ilegal, os impactos decorrentes dessa prática continuam afetando as comunidades indígenas”.

A subcomissão vai oficiar ministérios para cobrar os contratos com a empresa Voare Táxi Aéreo entre 2023 e 2026, os valores repassados às Forças Armadas e à AgSUS pela logística aérea e o uso detalhado dos créditos extraordinários das três medidas provisórias editadas para o território.

Leia também: “De volta à cena do crime”, artigo de Yasmin Alencar na Edição 328 da Revista Oeste

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2 comentários
  1. Daniel BG
    Daniel BG

    Lulu, morre!!!

    indígenas americanos possuem acesso a maquinários, como tratores, e produzem em suas terras. Hoje, há uma grande expansão e diversificação na agricultura indígena: muitos cultivam em larga escala, enquanto outros combinam práticas tradicionais com equipamentos modernos para promover a segurança alimentar e a soberania econômica.Participação no Agronegócio e MaquinárioProdução em Escala: Produtores nativos americanos operam milhões de hectares de terras agrícolas. Em regiões como o Centro-Oeste brasileiro, tribos como os Haliti-Paresi destacam-se pelo uso intensivo de maquinários de ponta para o plantio de soja e milho.Acesso a Equipamentos: Iniciativas e parcerias com grandes fabricantes, como o acordo do Akana Group com a John Deere, foram criadas especificamente para facilitar o acesso de indígenas a tratores e tecnologias de cultivo com descontos.Soberania e Programas GovernamentaisApoio Institucional: Nos Estados Unidos, o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) possui o Indigenous Food Sovereignty Initiative, focado em revitalizar mercados, culturas e sistemas alimentares tradicionais.Resgate Agrícola: Segundo o Censo de Agricultura norte-americano conduzido pelo USDA NASS, o impacto econômico dos produtores indígenas tem crescido significativamente.No Brasil: Órgãos governamentais como a Funai fornecem apoio com equipamentos agrícolas para o desenvolvimento sustentável de várias comunidades.Diversidade de CultivoEnquanto muitas tribos focam na produção de commodities com o auxílio de tratores, outras populações priorizam culturas diversificadas, como mandioca, milho, feijão e hortaliças, utilizando métodos de manejo tradicionais de baixo impacto. Organizações como a Indigenous Food and Agriculture Initiative apoiam ativamente esses povos na gestão legal e econômica de suas terras.

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