O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), articulou com parlamentares a derrubada da Medida Provisória 1.303/2025, conhecida como MP da Taxação.
A medida, enviada pelo governo federal em agosto, supostamente promoveria o equilíbrio fiscal de 2026 e 2027, pois substitui o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) por novos tributos sobre rendimentos financeiros, fintechs e apostas esportivas. O texto foi aprovado na comissão mista por 13 votos a 12, mas enfrentou resistência crescente no plenário da Câmara, onde a base governista tentou recompor apoio.
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Oeste apurou que Tarcísio fez contato com deputados e líderes partidários do PP, do União Brasil e do Republicanos para orientar votos contrários à MP. O objetivo era impedir a entrada em vigor de um pacote tributário considerado prejudicial a setores empresariais e ao ambiente de investimentos. Deu certo: em sessão nesta quarta-feira, 8, a oposição derrubou a MP por 251 votos a 193.
O relator da proposta, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), disse publicamente que o governador atuou para desidratar a medida e classificou a ação como uma manobra da oposição. “Tarcísio está ligando para deputados e pedindo votos contra a MP”, disse o petista em entrevista à CNN Brasil. “Ele está articulando para derrotar o governo nessa matéria fiscal.”
Líderes do centrão também reconhecem a interferência direta do governador paulista na negociação de votos, especialmente entre parlamentares que integram bancadas estaduais ligadas a São Paulo.
Tarcísio entra em cena
A articulação de Tarcísio ocorre em um momento de tensão entre o Palácio do Planalto e os partidos do centrão. Se o texto não fosse aprovado a tempo, o governo perderia cerca de R$ 17 bilhões em arrecadação projetada, segundo estimativas da equipe econômica.
+ O IOF e sua natureza regulatória
Em reação, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que governadores da oposição, em especial o de São Paulo, atuam para “sabotar” o ajuste fiscal. O Planalto passou a cogitar o contingenciamento de até R$ 10 bilhões em emendas parlamentares caso a medida seja rejeitada.
O que é a MP da Taxação
A MP da Taxação propõe uma alíquota unificada de 18% de Imposto de Renda sobre rendimentos de investimentos e juros sobre capital próprio; aumenta a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 9% para 15% para instituições financeiras e fintechs; e cria novas regras para a tributação de apostas esportivas e on-line, de modo a elevar a carga de 12% para 18%.
O governo argumenta que as medidas compensariam a queda de arrecadação com a redução do IOF e ajudariam a financiar políticas sociais e de investimento público.
Setores empresariais e políticos, por outro lado, afirmam que o texto aumentaria custos de operação, desestimularia investimentos e interferiria em políticas estaduais de desenvolvimento econômico — argumento que embasa a mobilização liderada por Tarcísio.
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Bravo Tarcísio ! Importante contraponto ao descondenado e sua quadrilha
Apenas uma opinião, Tarcisio tem feito muito para São Paulo, quem mora aqui não pode negar.Governo íntegro.Vejo ataques constantes e injustos a ele,a luta da esquerda é para desclassifica-lo.Nao cai em armadilhas políticas,será reeleito governador no primeiro turno, veio para lutar pelos interesses do estado mais importante do Brasil. Ponto final.
Perfeito, Teresa! Também acho.
Parabéns Governador Tarcísio, líderes e parlamentares, basta de tantos impostos, corrupção e desgoverno.