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Política

A conciliação de Lula com os militares

O presidente desagradou a parlamentares do seu partido ao assinar o decreto da Garantia da Lei e da Ordem (GLO)

Lula | Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado dos comandastes das forças militares e do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro | Foto: Divulgação/Agência Brasil
Da esquerda para a direita, o presidente Lula, os comandantes Marcos Sampaio Olsen (Marinha), Tomás Paiva (Exército) e Marcelo Damasceno (Aeronáutica) e o ministro da Defesa, José Mucio, durante as celebrações do 7 de Setembro - 07/09/2023 | Foto: Divulgação/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta se aproximar dos militares por meio de algumas medidas. Uma delas foi a assinatura do decreto que autoriza as Forças Armadas a atuarem em portos e aeroportos do Rio de Janeiro e de São Paulo, por meio da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O decreto foi assinado em 1º de novembro.

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Para isso, o presidente foi obrigado a desagradar à ala majoritária do PT, que tenta aprovar medidas no Congresso para extirpar atribuições dos militares.

O duplo discurso de Lula

Cinco dias antes de assinar o decreto, e com o objetivo de agradar aos parlamentares do PT, Lula afirmou que não haveria GLO. “Enquanto for presidente, não tem GLO”, disse. 

Contudo, no dia que assinou o decreto, Lula justificou a medida como necessária, diante da grave situação que acomete os dois Estados. 

Leia mais: “Operação de GLO em portos e aeroportos de SP e RJ começa nesta segunda-feira”

“Bem, na verdade, essa medida estabelece a criação de uma operação integrada de combate ao crime organizado e, por isso, estou fazendo esse decreto de GLO”, afirmou Lula.

A GLO é uma ação militar que reúne as Forças Armadas a partir da ordem do presidente da República. A medida é aplicada em graves situações de perturbação da ordem. Os militares, nesse caso, são acionados quando há esgotamento das forças policiais. 

Reconstruindo relações

José Múcio Monteiro
O comandante do Exército, General Tomás Paiva, e o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro | Foto: Divulgação/Agência Brasil

Lula mudou de ideia depois que houve uma articulação entre os comandantes das Forças Armadas e o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. O objetivo desse acordo seria reconstruir a relação entre os militares e o presidente, que estava desgastada. 

Leia mais: “GLO de Lula em portos e aeroportos revolta auditores da Receita Federal”

Entretanto, Múcio sinalizou que alguns outros fatos ajudaram a melhorar a relação entre os Dois Poderes. Um deles, por exemplo, foi a operação da Força Aérea Brasileira (FAB), para resgatar os brasileiros na guerra entre Israel e os terroristas do Hamas. 

Leia também: “GLO de Lula e Dino é para enganar trouxa”

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8 comentários
  1. João Carlos de Souza Carvalho
    João Carlos de Souza Carvalho

    Esse corrupto ladrão ,mentiroso e bêbado sabe que não foi eleito pelo voto popular ! Sabe também que somente as Forças Armadas tem o poder de derrubá-lo , razão principal porque ele tenta agradá-las ,já que ele subornou o Judiciário ! O poder nasce da ponta do cano de um fuzil , já dizia o ditador assassino Mao da China !

  2. XY / XX
    XY / XX

    Carta de um Brigadeiro.
    Nunca mais se diga que nossas Forças Armadas nunca perderam uma guerra!
    Hoje perdemos a maior delas!
    Perdemos nossa Coragem!
    Perdemos nossa Honra!
    Perdemos nossa Lealdade!
    Não cumprimos com o nosso Dever!
    Perdemos a nossa Pátria!
    Eu estou com vergonha de ser militar!
    Vergonha de ver que tudo aquilo pelo qual jurei, trabalhei e lutei, foi traído por militares fracos, desleais e covardes, que fugiram do combate, preferindo apoiar quem sempre nos agrediu, sempre nos desrespeitou, sempre nos humilhou e sempre se vangloriou disso, e que ainda brada por aí que não nos quer em sua escolta, por não confiar nos militares das Forças Armadas, e que estas devem ser “colocadas em seu devido lugar”.
    Militares que traíram seu próprio povo, que clamou pela nossa ajuda e que não foi atendido, por estarem os militares da ativa preocupados somente com o seu umbigo, e não com o povo a quem juraram proteger!
    Fomos reduzidos a pó. Viramos farelo.
    Seremos atacados cruelmente e, se reagirmos somente depois disso, estaremos fazendo apenas em causa própria, o que só irá piorar ainda mais as coisas.
    Joguem todas as nossas canções no lixo!
    A partir de hoje, só representam mentiras!
    Como disse Churchill:
    “Entre a guerra e a vergonha, escolhemos a vergonha.”
    E agora teremos a vergonha e a guerra que se seguirá inevitavelmente.
    A guerra seguirá com o povo, com os indígenas, com os caminhoneiros, com o Agronegócio. Todos verão os militares como traidores.
    Segmentos militares certamente os apoiarão. Eu inclusive.
    Generais não serão mais representantes de suas tropas.
    Perderão o respeito dos honestos.
    As tropas se insubordinarão, e com toda razão.
    Os generais pagarão caro por essa deslealdade.
    Esconderam sua covardia, dizendo não ter havido fraude nas urnas.
    Oras! O Exército é que não conseguiu identificar a fraude!
    Mas outros, civis, conseguiram!
    A vaidade prevaleceu no Exército e no seu Centro de Guerra Cibernética. Não foram, mais uma vez, humildes o suficiente para reconhecer suas falhas. Prevaleceu o marketing e a defesa de sua imagem. Perderam, Manés!
    E o que dizer da parcialidade escancarada do TSE e do STF, que além de privilegiarem um candidato, acabam por prender inconstitucionalmente políticos, jornalistas, indígenas, humoristas e mesmo pessoas comuns, simplesmente por apoiar temas de direita, sem sequer lhes informar o crime cometido ou oportunidade de defesa? Isso não conta? Isso não aconteceu?
    E a intromissão em assuntos do Executivo e do Legislativo?
    Isso também não aconteceu?
    Onde está a defesa dos poderes constitucionais?
    Onde estão aqueles que bradaram que não bateriam continência a um ladrão?
    Será que os generais são incapazes de enxergar que, validando esta eleição, mesmo com o descumprimento de ordem de entrega dos códigos-fonte, valida-se também esse mesmo método, não só para todas as próximas eleições, para o que quer que seja, perpetuando a bandidagem no poder, assim como corrompendo futuros plebiscitos e decisões populares para aprovar/reprovar qualquer grande projeto de interesse da criminalidade?
    NÃO HAVERÁ MAIS ELEIÇÕES HONESTAS!
    A bandidagem governará impune, e as Forças Armadas, assim como já ocorre com a Polícia Federal, serão vistas como cães de guarda que asseguram o governo ditatorial.
    O povo nunca perdoou os traidores nem os burros.
    Não vai ser agora que irão.
    Ah, sim, generais:
    Entrarão para a História!
    Pela mesma porta que entrou Calabar.
    QUE VERGONHA!
    Assina:
    Brigadeiro Eduardo Serra Negra Camerini

  3. Ed Camargo
    Ed Camargo

    Para agradar os militares, basta fazer um pichuléco. Como já percebemos o dinheiro fala mais alto do que a honra.

  4. Carlos Alberto Leite de Andrade
    Carlos Alberto Leite de Andrade

    Fiquei muito feliz em saber que ele não é mais presidente então.

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