A trapaça histórica da CPI

'Comissões parlamentares de inquérito, sejam as montadas na Câmara dos Deputados ou as do Senado, são, há mais de 100 anos, um dos golpes preferidos dos políticos brasileiros', diz J. R. Guzzo
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'Que tal parar de fingir por uns minutos? Todo mundo sabe desde criança que político brasileiro rouba'
'Que tal parar de fingir por uns minutos? Todo mundo sabe desde criança que político brasileiro rouba' | Foto: Reprodução

Em sua coluna na Edição 58 da Revista Oeste, J. R. Guzzo desmascara a trapaça histórica representada pela CPI da Covid instalada no Senado Federal. O colunista mostra por que a comissão parlamentar se manterá distante da principal questão: a inépcia e a malversação de dinheiro público por parte dos que foram encarregados de tratar da covid-19.

“‘Comissões parlamentares de inquérito’, sejam as montadas na Câmara dos Deputados ou as do Senado, são, há mais de 100 anos, um dos golpes preferidos dos políticos brasileiros. Não se destinam a fazer inquérito nenhum, nunca, nem apurar responsabilidade de ninguém, nem, muito menos, punir algum culpado”, afirma Guzzo.

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Leia outro trecho:

“É um fato de conhecimento comum até nos jardins de infância que nunca se roubou tanto neste país, desde os incomparáveis governos Lula-Dilma, quanto se roubou agora por conta da covid. A roubalheira do PT, na verdade, foi distribuída ao longo dos treze anos e meio de dois governos; a de agora está toda concentrada em pouco mais de um ano de atividade intensa. Como poderia ser diferente? As ‘autoridades locais’, ou seja, os 27 governadores e 5.500 prefeitos do Brasil, ganharam do STF a tarefa — e plena autonomia — para administrar como melhor entendessem o combate à epidemia. Como ficou claro desde o primeiro dia, nenhuma decisão ‘local’ poderia ser modificada, nem muito menos vetada, pelo governo federal; ao contrário, por ordem do STF, a União foi legalmente proibida de mexer uma palha em qualquer coisa que os governadores e prefeitos fizessem. Só estava obrigada a soltar verba — e pagar o ‘auxílio de emergência’ a quem perdeu trabalho e renda por causa da repressão ao trabalho, à produção e à atividade econômica imposta pelas ‘autoridades locais’. É óbvio o que iria acontecer com todo esse poder distribuído — sem nenhum controle — a tão pouca gente: surtos de incompetência, desperdício em massa de dinheiro público e ladroagem explícita. Depois do ‘Mensalão’ e do ‘Petrolão’, chegou a vez do ‘Covidão’.

Que tal parar de fingir por uns minutos? Todo mundo sabe desde criança que político brasileiro rouba; nem todos, é claro, mas a maioria mete a mão com o desespero de um homem-bomba muçulmano ou, então, se faz de bobo e deixa que roubem o que quiserem em volta de si. Por que diabo, então, seria diferente nesse caso? Só por que é uma doença? Não seja por isso; no governo Lula, por sinal, roubaram até sangue dos hospitais, naquele notável escândalo da máfia dos vampiros que deixou lembranças até hoje. Dinheiro é dinheiro. Se vem com a covid ou com as empreiteiras de obra, com o vírus ou com o pré-sal, tanto faz — o que interessa é a ‘verba liberada’ e o dinheiro depositado no banco. O resto é conversa de CPI e para analista de telejornal do horário nobre.”

Revista Oeste

Além do artigo de J. R. Guzzo, a Edição 58 da Revista Oeste traz reportagens especiais e textos de Augusto Nunes, Guilherme Fiuza, Ana Paula Henkel, Dagomir Marquezi, Rodrigo Constantino, entre outros.

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