Revista Oeste - Eleições 2022

Abraham Weintraub vai deixar o MEC, mas não o governo

Anúncio deve acontecer ainda essa semana. Presidente busca alternativa para o aliado em órgãos internacionais
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O ministro Abraham Weintraub anunciou a prorrogação das inscrições do Enem | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro Abraham Weintraub anunciou a prorrogação das inscrições do Enem | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Anúncio deve acontecer ainda essa semana. Presidente busca alternativa para o aliado em órgãos internacionais

O ministro Abraham Weintraub anunciou a prorrogação das inscrições do Enem | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da República, Jair Bolsonaro, bateu o martelo e Abraham Weintraub vai deixar o Ministério da Educação (MEC). Entretanto, isso não significa que o ministro mais combativo da Esplanada dos Ministérios não fará mais parte do governo. Bolsonaro busca uma alternativa na área econômica para Weintraub e uma possibilidade ventilada atualmente é remanejá-lo para o Banco Mundial.

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As informações foram confirmadas por Oeste através de duas fontes governistas que acompanham diretamente as tratativas sobre o destino de Weintraub. A expectativa é que o anúncio ocorra nos próximos dias. De acordo com as fontes palacianas, a questão agora não é “se ele deixará o Ministério”, mas quando ocorrerá o anúncio oficial. Um detalhe: essas mesmas fontes anteciparam à Oeste a saída do ex-ministro Sérgio Moro e o remanejamento da atriz Regina Duarte da Secretaria Especial de Cultura.

Ministeriáveis

Para o lugar de Weintraub, o governo federal já está ventilando nomes como os de Carlos Nadalim, secretário de Alfabetização da pasta ou Ilona Becskeházy, secretária de Educação Básica. O Centrão, por sua vez, pressiona para realocar o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, para a pasta. Os dois primeiros são nomes bem-quistos pela militância do presidente o que, na visão dos membros do Planalto, poderia minimizar os impactos negativos da saída de Weintraub. Tanto Nadalim quanto Ilona defendem a agenda conservadora do governo federal e são críticos ferrenhos do método Paulo Freire.

Durante essa semana, aumentou a pressão do Centrão e da ala mais pragmática do governo pela saída do atual ministro da Educação. O presidente tem consciência de que a dispensa do seu auxiliar é uma jogada de risco pois vai de encontro ao que defende a sua militância. Entretanto, a decisão visa, principalmente, arrefecer o ânimo com o Supremo Tribunal Federal (STF) que tem pressionado pela saída do ministro, principalmente após ele ter chamado de “vagabundos” os integrantes da Suprema Corte durante a reunião ministerial do dia 22 de abril. Deputados ligados ao Centrão também têm aconselhado o presidente a adotar esse tipo de iniciativa justamente com esse objetivo.

Na segunda-feira, Bolsonaro reuniu-se com o ministro da Educação e pediu para que ele “submergisse” para sentir a temperatura política dos dias seguintes. O presidente ainda tinha a intenção de manter o auxiliar. Porém, não foi suficiente e agora o presidente busca um substituto à altura de Weintraub.

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