Em publicação na rede social X, nesta sexta-feira, 5, o advogado criminalista, mestre e professor de Direito Jeffrey Chiquini argumentou que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve ser preso preventivamente.
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
Receba nossas atualizações
Ex-funcionário do Careca do INSS, o empresário Edson Claro Medeiros Jr. afirmou à Polícia Federal (PF), em depoimento, que seu antigo chefe teria repassado R$ 25 milhões a Lulinha. Além disso, ainda pagava uma espécie de mesada, ou mensalidade, no valor de R$ 300 mil ao parente do petista. Ele entregou parte do material à PF e detalhou como se davam os pagamentos.
Para Chiquini, Lulinha, atualmente na Espanha, deve ser preso preventivamente e ter seus bens bloqueados. “A decretação da sua prisão preventiva é medida necessária e essencial para assegurar a aplicação da lei penal, a fim de evitar que se furte à responsabilidade penal”, escreveu o jurista, no X. “Indispensável também o imediato bloqueio de seus bens, para evitar o perecimento do objeto dos crimes.”
Suposta conduta de Lulinha e mais argumentos de Chiquini

As apurações sugerem que Lulinha teria sido contratado para colaborar em articulações políticas na World Cannabis, uma empresa do setor de Cannabis medicinal com atuação nos Estados Unidos, em Portugal e no Brasil. A relação entre Medeiros Jr. e o Careca do INSS chegou ao fim depois da Operação Sem Desconto, da PF, deflagrada em abril deste ano.
Lulinha tem que ser preso preventivamente para assegurar a aplicação da lei penal, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal.
— Jeffrey Chiquini (@JeffreyChiquini) December 5, 2025
Fugiu do Brasil para a Espanha com dinheiro desviado do INSS, segundo relato de testemunha na CPMI.
Em julho deste ano, Lulinha se mudou para a…
Com o fim da parceria, Medeiros Jr. relatou ter sido ameaçado de morte por Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, durante uma reunião. Ele ainda afirma que Lulinha seria sócio oculto da empresa World Cannabis em Portugal, embora oficialmente a empresa, registrada como Candango Consulting na cidade do Porto, pertença apenas a Antônio Carlos e seu filho Romeu Antunes.
“Em julho deste ano, Lulinha se mudou para a Espanha sob a alegação de que iria prestar consultoria em Madri”, argumentou Chiquini. “Mas agora o Brasil sabe a verdade: ele fugiu com dinheiro que teria sido roubado do INSS. Testemunha afirmou que o filho do líder da orcrim é sócio do ‘Careca’ e recebe mesada de R$ 300 mil. E, depois da decretação da sua prisão preventiva, o Ministério da Justiça deve requerer sua extradição da Espanha para o Brasil, para efetivação da medida, em respeito à soberania nacional.”
Leia também: “O Supremo tem lado”, reportagem de Augusto Nunes e Cristyan Costa publicada na Edição 298 da Revista Oeste
Leia também: “O Supremo tem lado”, reportagem de Augusto Nunes e Cristyan Costa publicada na Edição 298 da Revista Oeste





































Tem que pegar agora o tio Frei Chico e colocar essa família de quadrilheiros na cadeia.
Faz todo o sentido uma prisão preventiva, nos moldes que o próprio STF fez e continua fazendo com qualquer um de direita que está sendo investigado. Só para lembrar, Bolsonaro foi preso preventivamente (domiciliar) por um inquérito pelo qual ele sequer foi denunciado e mesmo depois da denuncia recebida sem constar o ex-presidente, sua prisão não foi revogada. Como diz o ditado, pau que bate em Chico bate também em Francisco. Para mim, dois fatos acontecidos nesta semana (AI5 do STF com a lei do impeachment e a informação da possível revogação da Magnintsky dos Moraes) vieram apenas como cortina de fumaça para desviar a atenção da participação da familia Lula nas fraudes do INSS, tanto que a midia estatizada sequer deu qualquer notícia sobre o mensalão de Lulinha.
E tem mais: solto do jeito que está, já fugiu para outro país e se continuar solto pode interferir na investigação (destruir provas, intimidar testemunhas, etc). Para os da direito, a regra do Estado é a pesca probatória.