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Política

Alckmin justifica expulsão de delegado dos EUA com 'lógica da reciprocidade'

O impasse surgiu depois de Washington requisitar a remoção do policial federal envolvido na detenção de Alexandre Ramagem

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Depois das declarações do governo dos Estados Unidos sobre a saída de um delegado da Polícia Federal, o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), destacou nesta terça-feira, 21, que o princípio da reciprocidade é uma diretriz tradicional da diplomacia do Brasil, ao sugerir uma resposta equivalente caso se confirme um suposto “abuso” do lado norte-americano.

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O impasse surgiu depois de Washington requisitar a remoção do delegado da PF envolvido na detenção de Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin. Alckmin ressaltou a necessidade de cautela, ao afirmar que “o Brasil sempre tem a lógica da reciprocidade”, mas acha que “deve que aguardar”, em conversa com jornalistas.

Lula e Mauro Vieira reagem a possível abuso dos EUA

Pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também se manifestou, e reiterou que, se for constatada atitude abusiva dos EUA, o governo adotará medida equivalente em relação a policiais norte-americanos que atuam no território brasileiro. “Se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com os deles no Brasil”, disse Lula, pouco antes de embarcar de Hannover para Lisboa, última etapa de sua viagem pela Europa. “Não tem conversa.”

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que também estava na Alemanha, declarou que o pedido norte-americano “não tem fundamento”, e destacou que o delegado brasileiro atuava em cooperação com autoridades dos EUA, baseando-se em acordo bilateral para colaboração policial.

Acusações dos EUA e resposta oficial

Em nota divulgada na segunda-feira 20, o Gabinete de Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA informou, por meio das redes sociais, que solicitou a saída do delegado Marcelo Ivo, acusando-o de tentar contornar procedimentos formais de extradição e promover perseguição política no território norte-americano. A mensagem dizia que “nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro envolvido deixe o nosso país por tentar fazer isso”.

Leia também: “Punição excessiva e impagável”, artigo de Rachel Díaz na Edição 315 da Revista Oeste

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