Alckmin se rende ao socialismo: ‘Companheiras e companheiros’, disse em evento

Ex-governador de SP saiu em foto segurando bandeira do MTST
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Ex-tucano segura bandeira do movimento MTST | Foto: Reprodução
Ex-tucano segura bandeira do movimento MTST | Foto: Reprodução

Em evento de movimentos sociais ligados ao PT e de outros partidos de esquerda na sexta-feira 27, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin chamou atenção. O político recém-filiado ao PSB, aos poucos, tenta incorporar o perfil socialista.

Em discurso soltou, mais uma vez, “companheiros e companheiras” para o público presente na Casa de Portugal, na capital paulista. De blazer e calça azuis — cor de sua antiga legenda tucana —  Alckmin posou para fotos depois de ser chamado por Luiz Inácio Lula da Silva para aparecer nos registros. Os militantes estavam mais interessados em fotos apenas com o petista.

Em um dos registros, Alckmin segura a bandeira do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que tem como garoto propaganda Guilherme Boulos (Psol), pré-candidato a deputado federal.

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Ao discursar, o ex-tucano disse que as “principais lideranças dos maiores movimentos populares, aqui reunidos, é assim que se faz. Não é fazendo motociata, subindo em lancha. É junto do povo”, disse, para criticar o presidente Jair Bolsonaro (PL). Na sequência, Alckmin afirmou que “os movimentos terão voz e terão vez”.

Passado de Alckmin com o MTST

Em 2017, integrantes do MTST invadiram a Secretaria de Habitação do Estado de São Paulo para exigir do governo de Geraldo Alckmin a “inclusão das 8 mil famílias da ocupação Povo Sem Medo, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, em programas habitacionais do Estado”.

À época, os integrantes do MTST saíram do ABC e foram até o Palácio dos Bandeirantes — sede do governo paulista — para protestar. Foram, segundo eles naquele momento, quatro reuniões sem nenhum avanço.

Assista ao curto discurso de Alckmin

Partiu de Sônia Guajajara, vice-candidata à Presidência da República em 2018 na chapa de Boulos, o “alerta” para Alckmin. Ela disse que está dando um “voto de confiança” para o ex-tucano. Ela afirmou ainda que não vai, junto da militância, aceitar um impeachment de Lula, caso seja eleito, o que chamou de reedição de um “golpe”. Alckmin apenas balançou a cabeça concordando com Guajajara, fez “joinha” e bateu palmas.

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