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Política

Alcolumbre nega retaliação contra indicação de Messias ao STF, mas critica atuação do governo

Apesar das especulações sobre possíveis retaliações, o presidente do Senado negou qualquer ato motivado por desavenças

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, falou sobre a CPMI do INSS | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil; Master, Amprev
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Discussões recentes no Senado apontam tensão entre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e o governo federal por causa da escolha do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre, que preferia o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga, manifestou descontentamento depois de não ser comunicado oficialmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Apesar das especulações sobre possíveis retaliações, Alcolumbre negou qualquer ato motivado por desavenças. Nesse sentido, afirmou, durante sessão plenária desta terça-feira, 25, que “jamais tomaria iniciativa em retaliação a qualquer coisa que seja”.

“Tenho muita tranquilidade e serenidade da minha postura e conduta”, declarou Alcolumbre. “Toda hora, alguém quer criar alguma crise ou conflito onde nunca existiu.”

Pauta da aposentadoria acirra ânimos entre Alcolumbre e governo

A pauta de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, aprovada por unanimidade nesta terça-feira, gerou críticas do governo e pode causar impacto de R$ 20 bilhões nas contas públicas em dez anos. Alcolumbre pautou a votação, mesmo diante do apelo do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, para que o projeto não fosse aprovado.

Durante a sessão, Alcolumbre relatou ter recebido críticas da base governista. “É de ficar indignado, na condição de presidente do Senado, nós sermos atacados e ofendidos nos últimos cinco dias por pautar uma ‘bomba fiscal’ para defender milhares de agentes que salvam as vidas das pessoas”, enfatizou. Ele também comparou a medida a outras votações bilionárias apoiadas pelo Executivo, mencionando a destinação de mais de R$ 30 bilhões para o Ministério da Defesa. “Naquele momento, os mais de R$ 30 bilhões não eram ‘bomba fiscal’.”

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

2 comentários
  1. Carlos Soares
    Carlos Soares

    A meu ver, esses “desentendimentos” dos dois super hiper mega blaster poderosos (do senado e da câmara) e o L9, são encenação para aceitar as propostas na câmara e aprovar o (im)becias para o hess1têfê.
    E então permitir que a esquerdalha cante vitória para o L9 (a Crazy Hoffmann está doidinha para fazer isso).

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