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Política

Alesp arquiva pedido de cassação contra o deputado Lucas Bove

Deputado foi acusado de agressão à ex-mulher Cíntia Chagas

Lucas Bove cíntia chagas
O deputado estadual Lucas Bove, durante sessão plenária na Alesp | Foto: Divulgação/Assembleia Legislativa de São Paulo

O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) decidiu arquivar, por 6 votos a 1, o pedido de instauração de processo de cassação contra o deputado estadual Lucas Bove (PL). O parlamentar foi acusado de agressão pela ex-mulher, a influenciadora digital Cíntia Chagas. Ele nega as acusações.

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O caso começou em setembro de 2024, quando Cíntia registrou boletim de ocorrência em que relatava abusos físicos e psicológicos. A denúncia levou à concessão de uma medida protetiva e a uma investigação pela 3ª Delegacia de Defesa da Mulher. O inquérito corre sob sigilo. As acusações deram origem a uma representação no Conselho de Ética da Alesp apresentada pela deputada Mônica Seixas (Psol), que pedia a cassação do mandato de Bove.

Em sessão realizada nesta terça-feira, 26, apenas a deputada Ediane Maria (Psol) votou pela abertura do processo de cassação. O presidente do Conselho, delegado Olim (PP), e os deputados Dirceu Dalben (Cidadania), Eduardo Nóbrega (Podemos), Rafael Saraiva (União Brasil), Pastor Carlos Cézar (PL) e Pastor Oseas da Madureira (PSD) votaram pelo arquivamento. O deputado Emidio de Souza (PT) não esteve presente à reunião.

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Denúncias contra Bove

Na representação protocolada no Conselho de Ética, os parlamentares Mônica Seixas, Paula da Bancada Feminista, Guilherme Cortez e Carlos Giannazi, todos do Psol, relataram que Cíntia denunciou “agressões físicas e psicológicas recorrentes, incluindo o arremesso de uma faca e garrafa, além de ameaças verbais”. O documento também cita mensagens atribuídas ao deputado em que ele teria respondido a pedidos para interromper beliscões com frases como “Não consigo” e “Estou viciado nisso”.

Ainda segundo a denúncia, Cíntia afirmou ter sido proibida de frequentar academia, sofreu ofensas verbais e foi ameaçada de ter seus pertences queimados. Em publicação nas redes sociais, em que tem milhões de seguidores, escreveu: “Para que os ataques cessem, não vejo saída a não ser afirmar que precisei pedir o divórcio em decorrência de uma situação grave, lamentável e triste”, afirmou. “Estou tentando passar por isso com alguma leveza… com dignidade e com a devida compostura. Sou forte, mas tenho limites.”

Cintia Chagas é influenciadora e professora | Foto: Divulgação

Bove, por sua vez, declarou durante a análise do caso no Conselho que não poderia apresentar defesa em razão de o processo tramitar em segredo de Justiça. “O tema de violência física é sério e merece ser tratado com o devido respeito, não com base em histórias parciais e sites de fofoca, o que denigre a luta das mulheres que realmente necessitam de proteção”, afirmou.

Com a decisão do Conselho de Ética, o pedido de cassação foi arquivado e não seguirá para votação em plenário. O processo criminal segue em andamento sob responsabilidade da Justiça paulista.

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