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Alexandre de Moraes atenta novamente contra a liberdade de expressão

Rede social suspende perfis após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF)
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes | Foto: FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes | Foto: FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL | O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes | Foto: FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

Rede social suspende perfis após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes | Foto: FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

O ex-deputado federal Roberto Jefferson, os jornalistas Allan dos Santos e Bernardo Küster e outros 14 usuários brasileiros do Twitter estão impedidos de publicar conteúdos na rede social. O bloqueio temporário das contas, não só no Twitter, mas também no Facebook e Instagram, foi determinado na tarde desta sexta-feira, 24, pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito do inquérito das fake news — que apura notícias falsas, ofensas e ameaças contra autoridades.

Leia mais: “Youtuber espalha fake news sobre a cloroquina

Além de derrubar as contas do ex-parlamentar e de profissionais da imprensa, a suspensão atinge contas administradas por empresários e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Dono da rede de lojas Havan, Luciano Hang está na lista de usuários suspensos do Twitter, assim como a ativista Sara Winter.

“Agiu estritamente em cumprimento a uma ordem legal”

Em sucinta nota, o Twitter explica que as 17 contas estão fora do ar apenas porque a empresa se viu obrigada a cumprir determinação judicial. “O Twitter agiu estritamente em cumprimento a uma ordem legal proveniente de inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF)”, informa a equipe responsável pela rede de microblogs.

Leia também o artigo de J. R. Guzzo “A verdade sobre o STF”

A suspensão das contas foi definida de forma monocrática por Alexandre de Moraes. O ministro é quem está à frente do criticado inquérito das fake news que foi validado pelo STF no início do mês. Apesar da legalidade decidida pela Corte, a investigação é vista com maus olhos por juristas. Conforme relatado por Oeste, alguns deles afirmam que o órgão não poderia realizar esse tipo de trabalho.

Por quê?

Enquanto o Twitter se limita a informar que os perfis de Roberto Jefferson, dos dois jornalistas e dos demais envolvidos estão “retidos”, o STF ainda não forneceu mais detalhes a respeito da decisão. Sabe-se, no entanto, que os donos dos perfis suspensos são pelo menos citados no inquérito das fake news.

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