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Política

Ao vivo: ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional depõe na CPMI do 8 de Janeiro

General Gonçalves Dias conseguiu, via Supremo Tribunal Federal, o direito de permanecer calado diante de deputados e senadores

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General Gonçalves Dias, o G. Dias, comandou o GSI nos primeiros meses do governo Lula | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O general Gonçalves Dias, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, depõe na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro. Ele se apresenta ao colegiado, que reúne deputados federais e senadores, na manhã desta quinta-feira, 31.

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Escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comandar o GSI, G. Dias, como o general é conhecido, foi o primeiro ministro a cair da atual gestão do petista. Ele deixou o cargo em 19 de abril, dia em que a imprensa revelou que ele estava no Palácio do Planalto no dia das manifestações. Imagens mostram o então ministro interagindo com alguns invasores.

No dia 8 de janeiro, manifestantes invadiram, além do Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e a sede do Supremo Tribunal Federal. A revelação das imagens de que G. Dias estava em um dos prédios em meio às invasões reforçou, a saber, a instalação da CPMI.

Ex-chefe do GSI conseguiu direito de permanecer em silêncio na CPMI

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G. Dias: depoimento à CPMI, mas com o direito de permanecer em silêncio | Foto: José Cruz/Agência Brasil

O intuito de parlamentares da oposição é confrontar G. Dias sobre a presença dele no Palácio do Planalto no dia das invasões. O ex-ministro de Lula conseguiu, contudo, o direito de permanecer em silêncio durante a sessão do colegiado. Para isso, ele recorreu ao STF.

Ex-advogado pessoal de Lula, inclusive em casos relacionados à Operação Lava Jato, e ministro do STF desde o início de agosto, Cristiano Zanin foi o responsável por conceder o direito ao silêncio de G. Dias na CPMI do 8 de Janeiro.

Zanin reforçou, contudo, que o direito a silêncio não se dá por completo. De acordo com o ministro, G. Dias precisa responder a perguntas objetivas e que não tenham relação a conteúdos que possam provocar a autoincriminação do ex-chefe do GSI.

“Não está dispensado de responder a indagações objetivas e que não tenham relação com esse conteúdo”, afirmou Zanin, em trecho de sua liminar em favor de G. Dias. “Pois, quanto às demais formulações não inseridas na proteção constitucional, todos possuem a obrigação de não faltar com a verdade.”

Leia também: “O mosaico do 8 de janeiro”, reportagem de Silvio Navarro e Rute Moraes publicada na Edição 179 da Revista Oeste

4 comentários
  1. Marildes
    Marildes

    Que triste ver o fim das forças armadas. Senhor idoso sem o minimo de decência, moralidade nem honra!

  2. Ligia Maria De Bastiani
    Ligia Maria De Bastiani

    Responderá a perguntas tipo: Qual a sua data de nascimento?

  3. Ivan Sérgio de Paula lima
    Ivan Sérgio de Paula lima

    O silêncio vai mostrar exatamente que tem muito a esconder!!

  4. Herbert Gomes Barca
    Herbert Gomes Barca

    esse bandido está protegido pelo sistema podre

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