Após torcer pela morte de Bolsonaro, colunista da ‘Folha’ diz ter sido ‘gentil’ com o presidente

Hélio Schwartsman ironiza pedido para que a Polícia Federal o investigue com base na Lei de Segurança Nacional
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Para o colunista da Folha de S. Paulo, Hélio Schwartsman, pedir a morte de Bolsonaro é ato de "gentileza" | Foto: REPRODUÇÃO
Para o colunista da Folha de S. Paulo, Hélio Schwartsman, pedir a morte de Bolsonaro é ato de "gentileza" | Foto: REPRODUÇÃO | Hélio Schwartsman é colunista do jornal folha de s. paulo

Hélio Schwartsman ironiza pedido para que a Polícia Federal o investigue com base na Lei de Segurança Nacional

Hélio Schwartsman é colunista do jornal folha de s. paulo
Para o colunista da Folha Hélio Schwartsman, pedir a morte de Bolsonaro é ato de “gentileza” | Foto: REPRODUÇÃO

Revelar a torcida para que uma pessoa morra em decorrência de uma doença é sinal de gentileza. Ao menos na mente de Hélio Schwartsman. Três dias após ser responsável por disseminar discurso de ódio, revelando sua torcida pela morte de Jair Bolsonaro, ele voltou a escrever para o jornal Folha de S.Paulo. E o presidente da República seguiu como personagem de artigo. Na coluna publicada nesta sexta-feira, 10, ele afirma ter sido “gentil” com o mandatário do país, que está em tratamento contra a covid-19.

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Indo pela mesma linha adotada pelo impresso para o qual trabalha, que abordou o tema em editorial e cobrou “nova atitude” por parte do presidente, Schwartsman não pediu desculpas a Bolsonaro. Insistiu na defesa do que chama de “consequencialismo”, afirmando, assim, que o valor do chefe do Poder Executivo do país “não é maior do que o de qualquer outra vida”. Nesse sentido, rechaçou ter propagado discurso de ódio. De acordo com o próprio colunista, ele não acionou “nenhuma alavanca” — apesar de ter argumentado que a morte de Bolsonaro seria responsável por preservar outras vidas.

Ironizando o ministro da Justiça

No novo artigo sobre o presidente da República, Schwartsman aproveitou para ironizar o pedido feito pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça. Conforme noticiado por Oeste, o integrante do governo federal determinou que a Polícia Federal abra inquérito contra o jornal paulistano e seu colunista. Tal solicitação foi feita com base no artigo 26 da Lei de Segurança Nacional, que considera crime “caluniar ou difamar o presidente da República”. Pela lei, tal ato pode ser punido com um a quatro anos de reclusão.

“Acreditava que o texto falasse por si só”

“Não sei bem o que há a investigar. Acreditava que o texto falasse por si só. Mas vou colaborar, prestando esclarecimentos. O artigo foi escrito na manhã do dia 7/7, num processador Word. Eu me encontrava sobre o deck da piscina sem nenhuma companhia que não a de uma incontrolável matilha de cães. Ah, o computador era um Dell”, escreve Schwartsman. Assim, o colunista da Folha de S.Paulo dá a entender não saber que poderá ser investigado — e ser até condenado a prisão, conforme prevê a lei — por ter, de acordo com o ministro, difamado o presidente do Brasil.

Investigação testará o STF

Ao participar do programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, Guilherme Fiuza comentou o anúncio feito por André Mendonça. Segundo analisa, o requerimento feito pelo ministro da Justiça e Segurança Pública servirá como teste para o Supremo Tribunal Federal (STF), protagonista do criticado inquérito das fake news. “Tenho a impressão de que é para dar uma provocada ao STF, que vai ter que dar a resposta se são dois pesos e duas medidas”, disse Fiuza, colunista da Revista Oeste, relembrando de casos de apoiadores de Bolsonaro que chegaram a ser presos nas últimas semanas.

EXCLUSIVO PARA ASSINANTES: “O ódio legal e o ódio do bem“, artigo de Ana Paula Henkel publicado na 16ª edição da Revista Oeste

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