Argentina vai estatizar o 4º maior exportador de soja do país

Iniciativa privada teme que a medida de Alberto Fernández e Cristina Kirchner se estenda a outras empresas
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O presidente da Argentina, Alberto Fernández, em visita a seu amigo Lula | Foto: RICARDO STUCKERT/PT
O presidente da Argentina, Alberto Fernández, em visita a seu amigo Lula | Foto: RICARDO STUCKERT/PT | O presidente da Argentina, Alberto Fernández, em visita a seu amigo Lula | Foto: RICARDO STUCKERT/PT

Iniciativa privada teme que a medida de Alberto Fernández e Cristina Kirchner se estenda a outras empresas

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O presidente da Argentina, Alberto Fernández, em visita a seu amigo Lula | Foto: RICARDO STUCKERT/PT

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, bateu o martelo na segunda-feira 8: vai estatizar a empresa Vicentín, quarta maior exportadora de soja do país. A companhia pediu recuperação judicial em fevereiro por causa da dívida de US$ 300 milhões com o Banco de La Nacíon.

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Contudo, o presidente garante que é uma medida de ‘caráter excepcional’.

Leia mais: O custo da ineficiência

“Ninguém pode pensar seriamente que temos como política permanecer em empresas privadas, essencialmente porque não acredito nisso”, jurou o presidente peronista numa entrevista coletiva. Sendo assim, Fernández enviará ao Congresso um projeto de lei para fazer a desapropriação.

O plano do governo é passar os ativos da companhia para um fundo fiduciário administrado pela YPF Agro, subsidiária da petroleira estatal YPF. A Vicentín foi uma das maiores doadoras da campanha do ex-presidente Mauricio Macri, que tentou a reeleição.

Iniciativa privada em alerta

O anúncio de estatização preocupou vários empresários e entidades financeiras. Em 2008, a então presidente Cristina Kirchner aproveitou as dificuldades da Aerolíneas Argentinas para estatizá-la. A operação teve ajuda do Banco Nacional de Desenvolvimento Social, no governo Lula.

Dois anos depois, surgiram denúncias de superfaturamento de cerca de 10% na compra das aeronaves brasileiras E-190, que custaram US$ 690 milhões (cerca de R$1,2 bilhão) ao todo. Especula-se na oposição que o governo peronista vai seguir a cruzada estatizante sob Fernández.

Além disso, no mês passado, os hermanos deixaram de pagar os juros da dívida externa no valor de US$ 503 milhões. No total, o país deve US$ 65 bilhões (o equivalente a R$ 361 bilhões) a três credores. Em mais uma derrota, agências internacionais baixaram a nota de crédito do país.

Leia mais: Alberto Fernández põe em xeque a Justiça argentina

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