O governo federal teve na assessora do presidente Luiz Inácio da Silva (PT), Clara Ant, o seu representante no janter de abertura da 56ª Convenção da Confederação Israelita do Brasil (Conib).
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Ant, de 77 anos, tem origem judaica e, nascida na Bolívia, radicou-se no Brasil aos 10 anos.
Foi a primeira vez que o atual governo enviou um de seus integrantes a um evento da confederação. “Vim porque fui convidada, no ano passado não fui convidada”, afirmou Ant a Oeste.
Ofendida com o discurso do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), ela se retirou no meio da cerimônia.
Não levou em conta os aspectos democráticos do momento, ressaltado inclusive pelo presidente da entidade, Cláudio Lottenberg. Por mais hostis que tenham sido os argumentos do governador, havia, por parte da entidade, a liberdade de os convidados discorrerem sobre suas ideias. Mas a representante não viu dessa maneira.
“O discurso foi uma ofensa ao PT, mas, mais do que isso, uma ofensa à Conib, por isso me retirei”, disse ela. “O presidente da entidade, em seu discurso, ressaltou que a Conib não tinha viés político.”
Ant negou que o governo Lula seja contrário ao governo de Israel.
“O governo Lula não é hostil a Israel, quem o considerou persona no grata foi o governo israelense.”
Durante a fala de Caiado, o governador fez duras críticas à conduta do atual governo, principalmente em relação à criminalidade no Brasil.
“O Brasil é um país pacífico, mas, neste momento, e falo em relação a todos os lugares, o Brasil está tomando um caminho muito preocupante, no qual o governo atual, o governo do PT, é um governo que prega o radicalismo, prega o ódio de classe, prega uns contra os outros, prega ricos contra pobres”, afirmou Caiado.
“Temos um povo acolhedor, e de repente estamos vivendo um novo momento, de um governo que é complacente com o narcotráfico que destrói famílias, ocupa territórios, coloca em jogo a soberania brasileira, e nada faz. É um governo que já tem cinco mandatos de presidência nesses últimos 20 anos. O que eles construíram?”
Assessora de Lula no jantar da Conib
A relação do presidente Lula com o governo de Israel está estremecida em função da guerra na Faixa de Gaza. Um dirigente da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), considerou positivo o convite a Ant, como um gesto de aproximação, mesmo com a saída prematura dela.
Em várias ocasiões, o presidente Lula acusou o atual governo de genocida, referindo-se poucas vezes aos ataques do grupo terrorista Hamas e aos reféns levados por eles em 7 de outubro de 2023, que provocaram a reação israelense.
Em fevereiro de 2024, Lula comparou a atuação do exército israelense à dos nazistas durante o Holocausto (1939-1945), o que ofendeu a comunidade judaica e o fez ser considerado persona non grata pelo governo israelense.
Neste momento, o Itamaraty não concedeu o agreement ao indicado para ser o novo embaixador de Israel no Brasil.
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Ant se formou em 1975 pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, USP.
Na juventude, atuou em um grupo trotskista Liberdade e Luta, nos anos 1960.
Foi também professora de planejamento urbano na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, FAU-PUC-Camp (1977, 1981/86 e 1991/93), vice-presidente da Federação Nacional dos Arquitetos, FNA (1983/88).
Também é uma das fundadoras e dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Autora de livros, esteve sempre próxima ao presidente Lula, tendo atuado em campanhas, como deputada estadual, no Instituto Lula, na Fundação Perseu Abramo e como assessora presidencial nas gestões do petista.
Atualmente ela é assessora-chefe da Assessoria Especial de Apoio ao Processo Decisório do Gabinete da Presidência da República.






































Portanto essa Ant (seria Anta?) está atrelada no lulismo até a raiz dos cabelos. Não deveria ter aceito o convite para ir lá sabendo que tem rabo de palha.
A cegueira ideológica embota a racionalidade e produz incongruências como essa: uma judia que tenta negar a realidade, faz parte e defende um governo antissemita. Na falta de argumentos só resta abandonar a reunião.
Exato , como muitos faz de conta . Pobre senhora . Nessa idade , filosofia não basta!
Saiu porque não suportou ouvir verdades!
Infelizmente, assim como muitos acadêmicos, ela usa sua herança religiosa como uma muleta. Como se isso lhe desse algum tipo de embasamento. Ela endossa a estratégia do governo atual com Israel, e solta uma curtina de fumaça.