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Política

Bala perdida, itens religiosos em fotos e 'filtragem racial' estão na pauta de abril do STF

Veja as sessões que ocorrerão em abril

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Além disso, o tribunal vai discutir se é possível anular provas de uma investigação quando forem obtidas a partir de uma abordagem policial motivada pela cor da pele do suspeito | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

O Supremo Tribunal Federal (STF) terá oito sessões no mês de abril. Os ministros vão analisar temas relacionados ao uso de trajes religiosos em documentos oficiais e a responsabilidade do Poder Público em caso de bala perdida.

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Os magistrados também vão analisar 1) a validade de provas obtidas em abordagens policiais com base na cor da pele da pessoa, 2) a revisão da vida toda, 3) os requisitos para a esterilização de homens e mulheres e 4) os recursos contra a decisão sobre a “coisa julgada em matéria tributária”. 

Uso de trajes religiosos em documentos oficiais

No dia 17 de abril, o STF vai julgar o recurso que discute se é possível usar trajes religiosos em fotos de documentos oficiais, como a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). 

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O presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, é o relator deste processo. Os ministros começaram a analisar o caso em fevereiro. 

A discussão é sobre se as restrições ao uso desses itens ferem a liberdade religiosa. Essas limitações estão previstas em uma norma do Conselho Nacional de Trânsito. 

Abordagem policial motivada pela cor da pele do suspeito

Além disso, o tribunal vai discutir se é possível anular provas de uma investigação quando forem obtidas a partir de uma abordagem policial motivada pela cor da pele do suspeito. A discussão está marcada para o dia 10 de abril. 

Responsabilidade do Poder Público em caso de bala perdida

Os ministros haviam retomado a discussão neste mês. Na ocasião, a Corte determinou que a União pague indenização à família de uma vítima de bala perdida, em operação do Exército no Rio de Janeiro. 

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No entanto, o Supremo não concluiu o julgamento da tese. Os ministros vão decidir em 10 de abril sobre a orientação a ser aplicada em processos do mesmo tipo em instâncias inferiores.

Revisão da vida toda

Os ministros também vão analisar o tema da “revisão da vida toda” de aposentados do INSS. Agora, está em pauta o recurso que discute diretamente o tema. A discussão está marcada para o dia 3 de abril. 

No dia 21 de março, em outra ação, os ministros decidiram que é válido o regime de transição do cálculo de valor de aposentadorias, criado depois da reforma da Previdência de 1998. 

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A revisão da vida toda é a possibilidade de um aposentado escolher, entre os regimes possíveis, o que for mais favorável a ele.  

Ação contra requisitos para esterilização de homens e mulheres

No dia 17 de abril, será analisada uma ação que só permite laqueaduras e vasectomias em mulheres e homens com pelo menos dois filhos. 

STF
No dia 17 de abril, o STF vai julgar o recurso que discute se é possível usar trajes religiosos em fotos de documentos oficiais, como a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

As laqueaduras e vasectomias são procedimentos de esterilização, que funcionam como métodos contraceptivos. 

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A ação foi apresentada pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), em março de 2018. A legenda contesta a legislação que regulamenta a prática. A ação tem como relator o ministro Nunes Marques. 

Recursos contra a decisão sobre a “coisa julgada em matéria tributária”

No dia 3 de abril, os ministros voltarão a julgar os recursos contra a decisão que autorizou a revisão de determinações judiciais em relação a tributos. Em fevereiro de 2023, a Corte havia decidido que essa revisão era possível. 

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Na prática, se uma disputa judicial sobre o pagamento de um tributo beneficia o contribuinte, ela pode ser revista.

Esse entendimento vale para tributos recolhidos de forma continuada, ou seja, em cobrança periódica. Isso acontece com a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Leia também: “Militares defendem prazo de validade para inquéritos no STF”

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3 comentários
  1. Roberto
    Roberto

    Senhores do STF, quando vão inocentar e dar liberdade às vítimas de tortura por parte do estado do episódio orquestrado de 8/1 e punir os verdadeiros responsáveis? Nada poderia ser debatido sem antes corrigirem esse erro lamentável do estado.

  2. Rubens Bussacos
    Rubens Bussacos

    Como será que o egrégio Supremos Magistrados vão decidir sobre abordagem policial quando for um Policial negro e um meliante branco? Vão discutir também se for um Policial Gay ou Trans ao abordar um Hetero Branco Católico? Só está faltando cobrir com uma lona….

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