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Política

Barroso diz que julgamento de Bolsonaro causa tensão ao país

Ministro afirmou que a análise do caso é ‘inevitável diante da gravidade dos fatos’

Barroso afirmou que decisões sobre condenação ou absolvição de Bolsonaro seguirão o devido processo legal | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Barroso afirmou que decisões sobre condenação ou absolvição de Bolsonaro seguirão o devido processo legal | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete acusados, marcado para setembro, gera expectativa e tensão no cenário político brasileiro.

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, abordou o tema em evento na Ordem dos Advogados do Brasil, nesta segunda-feira, 25. O magistrado afirmou que “a análise do caso é inevitável diante da gravidade dos fatos” e será conduzida com “base nas provas e em sessões públicas”.

Barroso afirmou que decisões sobre condenação ou absolvição seguirão o devido processo legal. “Vivemos esse momento tenso, inevitável, dos julgamentos do 8 de Janeiro e dos julgamentos do que, segundo a denúncia do procurador-geral da República, teria sido uma tentativa de golpe de Estado”, disse. “É evidente que esses episódios trazem algum grau de tensão para o país.”

Detalhes do julgamento de Bolsonaro

O ministro ainda disse que o julgamento é necessário porque, segundo ele, “o país precisa encerrar o ciclo em que se considerava legítima e aceitável a quebra da legalidade constitucional”.

A Primeira Turma do STF, composta por Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux, será responsável pelo julgamento, previsto para ocorrer de 2 a 12 de setembro. 

As acusações contra os réus

Os réus enfrentam acusações de organização criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Apenas o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) teve parte da ação suspensa em relação aos supostos crimes ligados aos atos do 8 de Janeiro, visto que já era deputado diplomado na ocasião.

Segundo a defesa de Bolsonaro, ‘jamais houve o descumprimento de qualquer medida cautelar previamente imposta’ | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Segundo a defesa de Bolsonaro, ‘jamais houve o descumprimento de qualquer medida cautelar previamente imposta’ | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), as ações buscavam manter Bolsonaro no poder depois da derrota eleitoral em 2022.

Leia mais: “As folhas da Constituição não dão conta de Barroso”, artigo de Tiago Pavinatto publicado na Edição 273 da Revista Oeste

Nas alegações finais ao STF, as defesas dos réus rejeitaram as acusações. Os advogados de Bolsonaro classificaram a denúncia como “absurda”, baseada em “golpe imaginado” e sem provas. Também negaram o plano para prender ou matar o ministro Alexandre de Moraes.

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7 comentários
  1. Ido Décio Schneider
    Ido Décio Schneider

    Ministro não, apenas um mau caráter nomeado ao STF por ladrão notório. Partido de bandidos. Sua hora também vai chegar.

  2. Sérgio Tostes de Escobar
    Sérgio Tostes de Escobar

    STF, PGR e PF, montaram o circo 🎪, agora tem que ter espetáculo. Uma vergonha o judiciário brasileiro ⚖️👹👺🤬

  3. Ricardo Contieri
    Ricardo Contieri

    O castelinho da tirania já caiu, os tiranos estão escolhendo indiretamente a dosimetria das suas penas. Resta-lhes apenas uma sórdida vingança o que só os fará afundar mais ainda na lama.

  4. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    Enganam-se as togas opressoras do regime de exceção ao acharem que somente haverá tensão no Brasil caso Bolsonaro for condenado (aliás já foi, as cartas estão marcadas). O mais correto é quando o colocarem na prisão fechada. O sentimento de injustiça que pulsa no interior da maioria dos brasileiros reclamará por justiça. O sentimento de injustiça criará na alma popular um poder altamente explosivo, pois esmagará todo o medo das ameaças da tirania e o povo não se dobrará mais diante de um poder ilegal, usurpado pelo inquérito 7.841 de 14 de março de 2019, O VERDADEIRO GOLPE, O GOLPE DAS TOGAS. Da injustiça não se foge, mas se combate, se erradica. Ainda, vale lembrar, os ventos que sopram do norte não ficarão acomodados e poderão desabar sobre os algozes como um tufão enfurecido. O aviso foi dado: “DEIXEM O BOLSONARO EM PAZ!”

  5. Rosângela Gomes
    Rosângela Gomes

    Bolsonaro era o Presidente em exercício até 31 de dezembro de 2022. Se quisesse dar algum golpe ele teria permitido a transição pacífica e a nomeação dos novos comandantes das Forças Armadas solicitado pelo novo governo “eleito”? Como poderia ter sido um “golpe” ou uma “tentativa de golpe” se a baderna se deu em pleno domingo durante o recesso de final de ano, sem nenhuma autoridade relevante em Brasília, sem comando de ninguém e sem o apoio de nenhuma das Forças? O “golpe” seria dado por idosos, mulheres e crianças, todos desarmados, vendedores de algodão doce, água e lanches?

  6. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    Não, Barrosinho, não vai causar só tensão: VAI CAUSAR GUERRA CIVIL MESMO, E ADIVINHA QUEM SERÃO OS PRIMEIROS A IREM PRA VALA DO CORRUPTISTA JERÔNIMO?

  7. A-DDS
    A-DDS

    É claro que causa tensão. O que você não diz, “ministro”, é que essa tensão é provocada em razão de um julgamento exclusivamente político, através de um processo sem a menor base legal, levado adiante por um “procurador geral” que só faz cumprir ordens vindas de uma súcia de toga da qual você faz parte. Vocês envergonham o Brasil que presta e a hoistória registrará esse momento obscuro pelo qual todos passamos.
    Você já teve o visto americano cancelado. É pouco para quem fez o que fez. Se existe justiça a Lei Magnitsky há de lhe atingir em cheio, bem como aos seus comparsas.

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