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Política

Barroso minimiza bloqueio de perfis no exterior e diz que medida protege a democracia

Presidente do STF defende decisão da Corte e afirma que supostos ataques institucionais justificam ações restritivas

Barroso
Em sua visão, a medida é proporcional ao risco representado pelas publicações, que ele classificou como criminosas ou golpistas | Foto: Reprodução/Flickr/Supremo Tribunal Federal

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira, 29, que a retirada de três perfis das redes sociais foi um “preço baixo” diante da necessidade de preservar a democracia.

Os alvos da decisão vivem fora do Brasil e continuam publicando conteúdos críticos ao Judiciário brasileiro. As informações são do portal Poder360.

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Durante uma palestra na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília, Barroso justificou a medida como resposta às supostas ameaças recentes às instituições. Ele citou a “trama do golpe” atribuída aos atos do 8 de janeiro de 2023, segundo relatório da Procuradoria-Geral da República.

O magistrado destacou que o STF reagiu ao caso com a promoção de investigações, julgamentos públicos e medidas de contenção contra o que classificou como “presenças autoritárias”. Barroso incluiu, nessa categoria, perfis digitais que, segundo ele, estimulariam ações contra o Estado Democrático de Direito.

Barroso exalta papel do STF e vincula decisões atuais à história do Brasil

Em sua visão, a medida é proporcional ao risco representado pelas publicações, que ele classificou como criminosas ou golpistas. Na avaliação do ministro, o STF tem atuado para assegurar o funcionamento das instituições.

“Eu acho que o Supremo Tribunal Federal desempenha o papel que a Constituição lhe atribuiu”, disse Barroso ao Poder360. “O papel de uma Suprema Corte é sobretudo assegurar o governo da maioria as regras do jogo democrático e proteger direitos fundamentais. E acho que isso tem sido feito no Brasil.”

+ Leia também: “Em meio à pressão dos EUA, Barroso defende regulação das redes sociais”

Barroso também declarou que a Constituição de 1988 sustenta o período mais longo de estabilidade institucional do país. Segundo ele, o Brasil enfrenta desde sua origem uma convivência com “presenças autoritárias”, incluindo episódios como o AI-5, o Pacote de Abril e a Revolução Constitucionalista.

O ministro aproveitou o evento para relacionar decisões atuais do Judiciário com eventos históricos de ruptura. A palestra, que integrou a 11ª conferência da International Society of Public Law, tratou dos “200 Anos de Constitucionalismo no Brasil” e de desafios contemporâneos.

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3 comentários
  1. Ricardo Fonseca Alves
    Ricardo Fonseca Alves

    O famoso BOCA DE VELUDO do estacionamento da UFRJ

  2. Jarlan Barroso Botelho
    Jarlan Barroso Botelho

    Alguém que encara críticas postadas em redes sociais, como “severos ataques à democracia”, ou ignora por completo o que seja a democracia, e desconhece que CRÍTICAS FAZEM PARTE DA DEMOCRACIA, ou está com um severo problema psiquiátrico, ou ainda, sofre de uma aguda crise de AUTORITARISMO.

  3. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    Barroso é apenas mais um dos criminosos em lugar errado!

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