O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou, nesta sexta-feira, 17, a favor da descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. A sessão virtual extraordinária ocorreu depois de um pedido do magistrado, que foi atendido pelo presidente da Corte, Edson Fachin.
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
Receba nossas atualizações
Em seu voto, Barroso afirmou que “a interrupção da gestação deve ser tratada como uma questão de saúde pública, não de Direito Penal”. O magistrado destacou que, ao seu ver, a discussão não está em “ser ou não a favor do aborto”.
“É definir se a mulher que passa por esse infortúnio deve ser presa”, afirmou Barroso, em trecho de seu voto. “Vale dizer: se o Estado deve ter o poder de mandar a polícia, o Ministério Público ou o juiz obrigar uma mulher a ter o filho que ela não quer ou não pode ter, por motivos que só ela deve decidir. E, se ela não concordar, mandá-la para o sistema prisional.”
Depois do voto de Barroso, o ministro Gilmar Mendes, decano do STF, pediu destaque da ação. A iniciativa faz com que a ação seja votada no plenário presencialmente pelos magistrados. Não há definição de data para a retomada do caso pela Corte.
Último pedido de Barros no Supremo
Barroso solicitou a retomada do julgamento sobre o aborto um dia antes de deixar a Suprema Corte — por aposentadoria antecipada, anunciada em 9 de outubro. Ao acatar a solicitação, Fachin considerou que não seria “legítimo” impedir que o colega votasse na sessão em seu último ato no tribunal.
O julgamento sobre a descriminalização do aborto estava parado desde setembro de 2023, depois do voto da então presidente do STF, Rosa Weber. Relatora do caso, ela se posicionou pela descriminalização do aborto até três meses de gestação.

Julgamento sobre aborto no STF
A análise ocorre no âmbito de uma ação apresentada pelo Psol em 2017. O partido de esquerda pede que os artigos 124 e 126 do Código Penal deixem de criminalizar a interrupção voluntária da gravidez até 12 semanas. Hoje, a legislação prevê:
- prisão de 1 a 3 anos para a mulher que provocar aborto em si mesma; e
- prisão de 1 a 4 anos para quem realizar aborto com consentimento da gestante.
Atualmente, o aborto só é permitido no Brasil em três situações:
- caso de estupro;
- risco de vida à gestante; e
- feto anencéfalo (por decisão do próprio STF).
O voto de Rosa Weber

No voto que abriu a discussão no Supremo sobre a descriminalização do aborto, Rosa Weber afirmou que não existe direito constitucional à vida do embrião. Nesse sentido, defendeu que os direitos fundamentais das mulheres devem prevalecer.
“A fórmula usada no Brasil é excessiva ao ignorar os direitos fundamentais das mulheres”, afirmou no seu voto, em setembro de 2023. “Impondo-lhes uma maternidade obrigatória e violando sua autonomia.”
Ela classificou a criminalização do aborto como “violência institucional” e ressaltou que a maternidade deve ser uma escolha, não uma imposição do Estado. Rosa Weber também tratou do problema como questão de saúde pública: “O aborto inseguro é uma das principais causas de mortalidade materna no Brasil”, argumentou.
“Com efeito, a criminalização do ato [aborto] não se mostra como política estatal adequada para dirimir os problemas que envolvem o aborto, como apontam as estatísticas e corroboraram os aportes informacionais produzidos na audiência pública”, escreveu a então ministra.
Leia também: “Presidente da CPMI do INSS: Governo Lula tenta blindar nomes de sua base”, reportagem publicada na Edição 292 da Revista Oeste







































Só defende o aborto que já nasceu!
se a mãe de alguns poderosos da republica tivessem feito aborto certamente estaríamos bem melhor e discutindo o que realmente o Brasil precisa.
Esse mane asqueroso junto com seus cumpanheiros de tribunal , integrariam qualquer lista dos maiores canalhas deste século
Em ISRAEL o aborto é permitido por lei, e em ISRAEL existe a maior passeata LGBT do mundo, ou VC esta COM ISRAEL ou CONTRA ISRAEL, de que lado VC ESTA?
Aborto autorizado pelos JUDEUS em ISRAEL:
-Se tiver menos de 18 anos ou mais de 40 anos;
-Se não for casada ou a gravidez não tiver sido concebida dentro do casamento;
-Se a gestação for o resultado de relações ilegais de acordo com a lei penal, ou incestuosas;
-Se o feto estiver suscetível a deficiência física ou mental;
-Se a continuidade da gravidez puder colocar em perigo a vida da mãe ou causar-lhe danos físicos ou emocionais.
Nesses casos, o aborto, mesmo após a 24ª semana, é gratuito em clínicas e hospitais do governo israelense, que atendem os diferentes tipos de planos de saúde estatais — obrigatórios à população local
Como tudo que fez no stf, mais uma vez, perdeu uma oportunidade de ficar quieto .
Porque eles votam ao sair? Isso não era prioridade? É assim que tratam um tema relevante? As mulheres têm livre escolha para não gerar essa criança no começo da sua gravidez, até lhe concedido o aborto…qual seria outro motivo para esperar essa vida se formar e só aí então, decidi que “não quero”…é incoerência ou estou ficando gagá???
Esses ministros do STF tem que ser presos e aguardar até se fazer uma reforma no judiciário, no executivo e no parlamento, com muita creolina e muita água sanitária
Só usar camisinha, Dil pílulas do dia seguinte .
A lei permite o aborto em diversas situações,já são mais que suficiente.
Vencemos o barrozista,”perdeu mané”
Mesmo deixando o Supremo morrendo de medo da lei Magnitsky, ele quer cometer seu último ato de insanidade. Falta moral, ética e crença em Deus.
O inferno deve estar cheio de pessoas que pensam como esse miserável
Rastro final de maldade e crgueldade
Pra terminar no fundo poço… Miserável Barroso.