Bolsonaro negocia PEC para zerar impostos federais sobre combustíveis

Declaração foi dada durante a live semanal, que foi transmitida do Suriname, onde o presidente cumpre agenda oficial
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Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, presidente Jair Bolsonaro e ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas | Foto: Reprodução/Redes Sociais
Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, presidente Jair Bolsonaro e ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira, 20, que negocia a apresentação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para permitir a redução a zero da incidência de tributos federais sobre combustíveis.

O texto ainda não foi disponibilizado, mas os alvos da redução seriam a contribuição do Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

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“Nós temos uma Proposta de Emenda à Constituição, que já está sendo negociada com a Câmara e o Senado, para termos a possibilidade de praticamente zerar os impostos dos combustíveis, o PIS e a Cofins”, afirmou, durante a live semanal, que foi transmitida do Suriname, onde o presidente cumpre agenda oficial.

Bolsonaro disse que há um processo de inflação generalizada que não afeta apenas o Brasil. Em 2021, a gasolina acumulou alta de 47,49% e o etanol, de 62,23%, segundo o IBGE. Já o diesel teve alta de cerca de 47% no mesmo período.

Além dos impostos federais, a comercialização de combustíveis também paga o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é um tributo estadual, e por isso, não seria abrangido por uma eventual aprovação da proposta.

Com a mudança constitucional, o governo não seria obrigado a compensar a redução dos impostos sobre combustíveis com a elevação de outros tributos, como determina a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

O governo não deu estimativa sobre quanto custaria zerar os tributos federais sobre os combustíveis.

Em 2018, após a greve de caminhoneiros, o então governo de Michel Temer zerou impostos federais sobre o diesel, mas por meio de decreto e com compensação orçamentária correspondente por meio do aumento de outros impostos.

Entre março e abril do ano passado, o governo Bolsonaro suspendeu a cobrança de impostos sobre o diesel, decisão que foi compensada com a elevação da carga tributária em outros setores.

Com informações da Agência Brasil

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3 comentários Ver comentários

  1. Simplesmente vai provocar a alta da inflação com os aumentos do ICMS. O outro fator é que jamais voltarão atrás com o preço atual que é extremamente caro!

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