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Política

A explicação de Bolsonaro para não ter passado a faixa para Lula

'Não ia me submeter', disse o ex-presidente

bolsonaro interrogatório
O ex-presidente Jair Bolsonaro leva a Constituição para o seu depoimento na 1ª Turma do STF, na qual responde por suposta tentativa de golpe de Estado - 10/6/2025 | Foto: Fellipe Sampaio/STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro explicou, nesta terça-feira,10, em interrogatório ao Supremo Tribunal Federal (STF), a razão pela qual decidiu não participar da cerimônia de posse do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Bolsonaro, ele recusou-se a entregar a faixa presidencial ao petista por convicção política.

“Não passei porque não ia me submeter a passar a faixa para esse atual mandatário aí”, afirmou.

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Pouco antes da posse, em 30 de dezembro de 2022, Bolsonaro deixou o Brasil e seguiu para os Estados Unidos, onde permaneceu por um período.

Bolsonaro tece críticas ao STF

O ex-presidente fez críticas, em tom de respeito, ao STF. Falou sobre as penas aos presos do 8 de janeiro e sobre as sanções que sofreu durante o último período eleitoral. Além disso, desculpou-se com a Corte por eventuais ilações feitas em tom de “desabafo”.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa Bolsonaro de liderar um suposto plano para impedir que Lula assumisse o cargo. Além disso, a PGR afirma que ele tinha conhecimento do chamado plano “Punhal Verde-Amarelo”.

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Segundo a acusação, um grupo de militares tentou organizar o assassinato de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de Moraes.

O ex-presidente nega qualquer envolvimento com essas articulações, mas segue como réu em um dos principais inquéritos em andamento no STF. Enquanto isso, a Corte insiste nas investigações, ampliando o cerco a aliados e militares próximos ao ex-presidente.

Dino e Lupi

Bolsonaro ressaltou, em resposta a Moraes, que as indagações feitas por ele sobre o sistema eleitoral não são exclusivas de seu discurso, mas fazem parte de um histórico político no Brasil.

Ele destacou que tais perguntas e críticas sempre foram parte do debate público, principalmente entre figuras políticas da esquerda, como Flávio Dino, atual ministro do STF e ex-ministro da Justiça no governo Lula.

Em 2010, Dino afirmou que “houve várias fraudes” no sistema eleitoral brasileiro. Na ocasião, ele, então filiado ao PCdoB, perdeu a disputa eleitoral como candidato ao governo do Maranhão. Depois, ele conseguiu se eleger em 2014 e se reeleger em 2018.

4 comentários
  1. Daniel BG
    Daniel BG

    Poderíamos ver um quadro comparativo entre “o golpe” e a Lava Jato? Dentro dele os acusados e as provas. Só para tirar essa (oh!) dúvida cruel. Afinal, quem matou Celso Daniel? Quem matou Clesão? Quais foram os que colocaram um prisioneiro na cadeira presidencial? É bom extravasar mesmo entendendo que a coerção de um poder imoral possa nos impedir de termos um verdadeiro combate à corrupção e à impunidade.

  2. Danilo Francisco de Mendes
    Danilo Francisco de Mendes

    Não senhor. Ele falou que não ia passar a faixa pra não tomar a maior vaia do mundo. Vamos ser sinceros pelo menos uma vez, oeste, vamos?

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