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Política

Bolsonaro tem 'melhora progressiva' nas últimas horas, diz médico

Cardiologista Brasil Caiado afirmou que ex-presidente 'sentiu o peso da patologia', mas que equipe 'já tem um quadro bom, com tendência de melhora'

Cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durou mais de três horas | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Ex-presidente Jair Bolsonaro na frente do hospital DF Star, em Brasília | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A evolução clínica do ex-presidente Jair Bolsonaro foi considerada positiva nas últimas horas, segundo o cardiologista Brasil Caiado, nesta quarta-feira, 18. Apesar da melhora, ele permanece internado na UTI do hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta médica.

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Bolsonaro deu entrada na unidade hospitalar na sexta-feira da semana passada, 13 de março, pela manhã, para tratar uma pneumonia bacteriana. A doença se manifestou depois de um episódio de broncoaspiração.

Brasil Caiado relatou que, inicialmente, os exames mostraram piora, o que gerou preocupação entre a equipe. “Nas primeiras horas, os exames laboratoriais indicaram uma piora do quadro, foi o que mais nos preocupou”, explicou o médico. “Ontem foi o dia que ele, muito temerário, preocupado pelo cansaço, pela falta de ar, apresentou melhora progressiva”.

Apreensão e otimismo diante do quadro clínico de Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está internado no Hospital DF Star, em Brasília | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fachada do Hospital DF Star, em Brasília | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O cardiologista disse que Bolsonaro demonstrou apreensão diante da gravidade do quadro, mas ressaltou a perspectiva otimista.

“Nós percebemos que ele ficou um pouco temerário, apreensivo”, contou. “Ele sentiu o peso dessa patologia um pouco mais. Mas, de qualquer forma, já temos um quadro bom, a tendência é melhorar.”

Detido na Papudinha por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente precisou de atendimento hospitalar depois de passar mal. Não é a primeira vez que Bolsonaro enfrenta problemas de saúde desde sua prisão.

Em setembro do ano passado, ainda sob regime domiciliar, teve sintomas como vômitos, tontura e queda da pressão arterial. Por isso, precisou de acompanhamento médico.

Leia também: “O pior STF da história”, artigo de Eugênio Esber publicado na Edição 313 da Revista Oeste

Em janeiro deste ano, o ex-presidente também foi ao hospital depois de sentir-se mal e bater a cabeça em um móvel da cela na Superintendência da Polícia Federal. No mesmo mês, a pedido da defesa, Bolsonaro foi transferido para a Papudinha, local equipado com fisioterapia, médicos de plantão, barra de apoio na cama e cozinha própria.

Desde a transferência, os advogados apresentaram novos pedidos de prisão domiciliar, com o argumento de fragilidade na saúde do ex-presidente. Contudo, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou as solicitações.

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