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Política

Câmara aprova o fim da escala 6x1 depois de menos de 1 mês de discussão

A proposta foi aprovada por 461 votos favoráveis e 19 contrários; matéria segue agora para análise do Senado

Plenário da Câmara
Plenário da Câmara durante discussão da PEC da Escala 6x1 | Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais na noite desta quarta-feira, 27. Ao todo, foram 461 deputados a favor e 19 contrários à Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Agora, a matéria segue para análise do Senado Federal.

Por se tratar de uma PEC, a votação ocorre em dois turnos. No primeiro turno, o plenário da Câmara aprovou o fim da escala 6×1 por 472 contra 22.

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Na comissão especial, a proposta foi aprovada com 34 votos favoráveis e 4 contrários. Já era esperado que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pautasse a análise da emenda no plenário ainda nesta quarta-feira, 27.

+ Ministro de Lula quer que Alcolumbre paute PEC da Escala 6×1 com urgência

Votação da PEC do Fim da Escala 6×1 na Câmara dos Deputados | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Motta anunciou no início da semana um acordo com o governo sobre o texto da PEC da Escala 6×1 e a estipulação da aprovação da proposta em plenário nesta semana, “em comemoração ao mês do trabalhador”. Para isso, o presidente precisou convocar, ao longo do último mês, sessões extras para conseguir acelerar a tramitação da matéria.

A proposta altera o artigo 7º da Constituição, estabelecendo a redução da jornada semanal de trabalho de 44 horas para 40 horas, com transição gradual de 14 meses e sem redução salarial. A matéria também estabelece uma escala 5×2, ou seja, cinco dias de trabalho e dois de descanso.

Período de transição e acordos

Além disso, a PEC determina que, durante o período de transição, acordos e convenções coletivas poderão autorizar ampliação da jornada diária para redistribuir as horas ao longo da semana, desde que sejam respeitados os dois dias de descanso semanal.

Trechos da PEC da Escala 6×1 determinam:

“Duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.”

“Dois dias de repouso semanal remunerado, um dos quais preferencialmente aos domingos.”

“Excepcionalmente, convenção ou acordo coletivo de trabalho poderão, inclusive para os trabalhadores sujeitos a regimes diferenciados de trabalho estabelecidos em lei ou norma regulamentadora, estabelecer regime compensatório que assegure, na média, dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês-calendário, garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho.”

Outro ponto do parecer cria uma regra específica para empregados considerados “hipersuficientes” — trabalhadores com diploma de nível superior e salário equivalente a pelo menos duas vezes e meia o teto do INSS.

Para esse grupo, deixam de valer as regras de controle de jornada e duração do trabalho, salvo previsão em acordo coletivo ou decisão do empregador. Ainda assim, os dois dias de repouso semanal permanecem obrigatórios. A exceção não valerá para servidores e empregados públicos.

Nos contratos terceirizados da administração pública, a aplicação das novas regras dependerá de aditivos contratuais para recomposição do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos. O governo terá até 12 meses para fazer essa adequação. Caso isso não ocorra, os trabalhadores passarão automaticamente a ser alcançados pelas novas regras ao fim desse prazo, sem redução salarial.

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4 comentários
  1. Assef Buainain Neto
    Assef Buainain Neto

    Como ficará a relação de trabalho no campo? É isso aí, atitude meramente demagógica, populista, irresponsável como tudo que o poder público se propõe a fazer. Como a impunidade impera no país….

  2. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Irresponsáveis, não pensaram no país, não tiveram a coragem de se opor a essa jogada populista da esquerda oportunista. Inconsequentes, as empresas estão quebrando, a economia está arrasada e esses caras fazem isso. Aprovaram essa ideia que nasceu na cabeça de psolista que confessou que não tinha pensado nas consequências disso na economia. Partindo de um psolista, se entende, o que não se entende é que praticamente todos os outros acompanharam esse “raciocínio” como um asno perseguindo uma cenoura pendurada na frente de seu nariz.

  3. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Proposta populista eleitoreira. Brasil afundará mais.

  4. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Liberdade econômica é a melhor escala pra trabalhador e empresário. Governo tem que cuidar da segurança pública

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