publicidade
Política

Câmara aprova novo Ensino Médio sem espanhol obrigatório

Texto segue para a sanção presidencial

Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

De forma simbólica, a Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira, 9, o Projeto de Lei (PL) do Novo Ensino Médio. Na prática, a Casa apreciou apenas as modificações realizadas pelo Senado, pois a Câmara é a Casa iniciadora da matéria. Agora ao texto segue para a sanção presidencial.

Entre as principais mudanças realizadas pelo relator, deputado federal Mendonça Filho (União Brasil-PE), estão a derrubada do espanhol como disciplina obrigatória e uma maior restrição ao ensino à distância.

Receba nossas atualizações

Mendonça alegou que existem limitações para oferecer o espanhol nas escolas, sendo mais “adequado que a oferta da língua espanhola seja feita de forma adicional, como opção preferencial, na medida das possibilidades das redes de ensino”.

As alterações foram acordadas com o governo federal, desde o início da tramitação do texto. Eis o que prevê o texto aprovado:

  • Para o ensino médio regular, a carga horária mínima será de 2,4 mil horas para os três anos, além de 600 horas de matérias optativas, totalizando 3 mil horas no total;
  • Para o ensino médio técnico, será possível escolher entre 600 e 1,2 mil horas de aulas técnicas e o restante de disciplinas tradicionais, totalizando 3 mil horas no total.

+ Leia mais sobre Política em Oeste

O formato do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) retornou ao que a Câmara aprovou. O Senado definiu que ele seria pautado apenas na formação geral básica.

+ Reforma tributária: membro do GT admite possibilidade de incluir carne na cesta básica

No entanto, o relatório do novo Ensino Médio tira essa definição, estabelecendo que ela deverá ser ajustada ao novo formato do ensino médio a partir de 2027, quando o modelo reformulado vai completar o primeiro ciclo, com alunos que entrarão em 2025 se formando em 2027, e avaliar tanto a formação geral básica, quanto os itinerários.

Outras mudanças foram a derrubada da expansão da carga horária na educação técnica votada pelo Senado para 3,6 mil, a definição do professor com notório saber (profissionais com experiência que não possuem magistério) e a forma com que os itinerários devem ser ofertados na escola.

Na aba das mudanças acatadas por Mendonça, está a retirada do Ministério da Edução como responsável pela elaboração das diretrizes nacionais para os itinerários, prevendo um aprofundamento em cada área do conhecimento. Agora a responsabilidade será do Conselho Nacional de Educação.

Ainda foi inserido no relatório de Mendonça a obrigatoriedade de que os Estados mantenham, em todos os municípios, ao menos uma escola de ensino público com ensino médio no período noturno “quando houver demanda manifesta”.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.