Câmara dos Deputados barra ‘distritão’ e restaura coligações

Parlamentares votaram proposta de emenda à Constituição
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Mudanças necessitam ser promulgadas até o início de outubro deste ano
Mudanças necessitam ser promulgadas até o início de outubro deste ano | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

De olho em 2022, a Câmara dos Deputados apreciou uma minirreforma eleitoral, na noite da quarta-feira 11. Os congressistas rejeitaram o chamado “distritão” e trouxeram de volta as coligações partidárias nas disputas proporcionais, que envolvem deputados federais, estaduais e vereadores.

O distritão possibilitaria eleger somente os candidatos mais votados, sem proporcionalidade dos votos recebidos pelas legendas. Já as antigas coligações, que haviam sido proibidas em 2017, permitem a união de siglas em um único bloco. A mecânica favorece os chamados “partidos de aluguel”.

Nesta quinta-feira, 12, os parlamentares voltam a se reunir em plenário, com a finalidade de votar destaques do texto — trechos para os quais houve pedido de análise em separado. Caso haja acordo, a Casa pode quebrar os prazos regimentais de modo a votar o segundo turno e enviar o texto ao Senado.

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As novas regras eleitorais constam em proposta de emenda à Constituição, que necessitam ser promulgadas até o início de outubro deste ano.

Reação

O deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) criticou os movimentos no plenário. “Com a volta das coligações, nós vamos ter mais partidos do que os 36 que já temos. E se nós mantivermos o fim da coligação, vão sobrar 10 a 12 no país”, explicou, na tribuna da Casa. “A volta da coligação é para que muitos se salvem, porque sem coligação a porta é estreita e poucos podem passar.”

Leia também: “O voto distrital pode mudar o sistema eleitoral brasileiro”

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12 comentários

    1. Concordo com seu curto e abrangente comentário, o popular “falou pouco mas falou tudo”. É inútil remar contra essa maré, está tudo dominado, no meu entendimento é fechar tudo e ficar só o executivo.

      1. Incrível essa falta de patriotismo. Parlamentares que não atuam defendendo aos interesses do povo, mas que não querem largar o osso.

  1. É tudo uma pouca vergonha. O culpado somos nós brasileiros, submissos e cordeirinhos. Aceitamos pacificamente e sem reclamar tudo que vem dessa gente é de duas instituições corrompidas e falidas.

  2. Vergonha. Quer dizer que se a Gleisi Amante Hoffmann só tiver os votos dela e de alguns da família ela poderá ser reeleita e permanecer mamando nas tetas do governo através de nossos impostos. E outros entrarão no mesmo barco.
    Esta semana a maioria do Legislativo Federal mostrou que realmente não estão nem aí para o povo.

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