Revista Oeste - Eleições 2022

‘Chocada, triste e indignada’, diz Damares Alves, sobre denúncias de assédio na Caixa

O Ministério Público Federal investiga o caso, sob sigilo
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A ex-ministra Damares Alves, do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH) | Foto: Willian Meira/MMFDH
A ex-ministra Damares Alves, do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH) | Foto: Willian Meira/MMFDH

Damares Alves, ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do governo de Jair Bolsonaro, classificou como inadmissíveis as denúncias de assédio sexual que teriam sido cometidas pelo agora ex-presidente da Caixa Pedro Guimarães. As denúncias vieram à tona na terça-feira 28 e resultaram no pedido de demissão de Guimarães, feito por meio de uma carta, encaminhada ao presidente da República, Jair Bolsonaro, no fim da tarde desta quarta-feira, 29.

“Eu estou chocada, triste e indignada com todas essas denúncias”, afirmou a ex-ministra a Oeste.

As denúncias contra Guimarães foram feitas por servidoras da Caixa, que disseram ter sofrido assédio pelo então presidente. O Ministério Público Federal investiga o caso, sob sigilo. Para Damares, caso sejam comprovadas as denúncias, Pedro Guimarães precisa responder pelos eventuais crimes cometidos.

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“Vamos aguardar a apuração dos fatos e, se comprovados, que ele responda por isso. Que esse caso seja usado como didático, e de exemplo de que não toleramos nenhum caso de assédio sexual”, afirmou a ex-ministra.

Ainda se recuperando de uma pneumonia, que a levou a ficar cinco dias internada, Damares alegou que sua maior revolta em relação ao fato se dá porque sempre foi próxima de Pedro Guimarães, durante o período em que atuou no governo.

“Eu recebi ordem do presidente Bolsonaro para suspender todos esses casos de assédio e por isso estou tão chocada. Isso tudo é muito forte e estava tão perto de nós”, lamentou.

Entenda o caso

Ao menos cinco funcionárias da Caixa acusam Pedro Guimarães de assédio sexual, conforme reportagem publicada na  terça-feira pelo jornal Metrópoles. Segundo a publicação, as mulheres relatam toques íntimos não autorizados, abordagens inadequadas e convites incompatíveis com a relação profissional. Uma apuração sobre o episódio foi aberta na Procuradoria da República no Distrito Federal, e o caso tramita sob sigilo.

Pedro Guimarães era um dos nomes mais próximos do presidente da República, a quem costuma acompanhar em viagens e em lives na internet. Ele estava na presidência da Caixa desde o início do governo.

 

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