publicidade
Política

CNJ prepara resolução que mantém benefícios extras a juízes

A deliberação, que tem o presidente da Suprema Corte, ministro Luiz Edson Fachin, como relator, deve ser concluída nesta quinta-feira, 9

CNJ O Tribunal Regional Federal da 3ª Região será a primeira corte do Brasil a se adaptar à Resolução 591/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
Fachada do Conselho Nacional de Justiça (CNJ | Foto: Divulgação/CNJ

Em meio a debates sobre a limitação dos chamados supersalários no serviço público, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) já possuem maioria para aprovar uma resolução conjunta que mantém benefícios extras para juízes e procuradores e contrariar decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF).

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

A deliberação, que tem o presidente da Suprema Corte, ministro Luiz Edson Fachin, como relator, deve ocorrer nesta quinta-feira, 9. A maioria dos conselheiros do CNJ acompanharam o voto do juiz, mesmo com apontamento de especialistas de que sua proposta diverge do entendimento firmado pelo próprio STF.

STF restringiu, mas CNJ flexibiliza

No fim de março, o STF determinou a extinção de 15 benefícios considerados “penduricalhos”. Contudo, autorizou que remunerações possam superar 70% do teto salarial, fixado em R$ 46,3 mil, chegando até R$ 78,7 mil. O Supremo ainda definiu que 35% desse valor pode ser destinado a adicionais por tempo de serviço e outros 35% a verbas indenizatórias.

O auxílio-moradia, classificado como inconstitucional pela Suprema Corte e determinado para ser suspenso imediatamente, permanece previsto na nova resolução, com base em regras anteriores do CNMP, e não em uma lei federal como exigido pelo Supremo. O texto também cria uma gratificação pela proteção à primeira infância, de 3% do salário por dependente de até 6 anos, o que não foi autorizado pelo STF, que havia vetado verbas semelhantes.

O pagamento extra a magistrados e integrantes do Ministério Público por atuação como docentes também gerou divergência. A Suprema Corte incluiu esse pro labore no limite de 35% das verbas indenizatórias, mas a resolução dos conselhos coloca esse benefício fora do teto.

Disputa sobre adicionais e aplicação das normas

Fachin é presidente do STF| Foto: Gustavo Moreno/STF
Fachin é presidente do STF | Foto: Gustavo Moreno/STF

Em março, o STF também extinguiu o pagamento em dinheiro da licença-prêmio, mas manteve a possibilidade de conversão em pecúnia das férias não tiradas, um dos principais adicionais dos magistrados e procuradores. Eles têm direito a dois meses de férias por ano, mas costumam vender um mês por excesso de trabalho.

Fachin alegou em seu voto que a resolução observa os critérios definidos pelo Supremo. “O texto segue o estrito cumprimento das balizas, sem inovar em relação a quanto decidido”, explicou Fachin.

Leia também: “Toga combina com jato”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 316 da Revista Oeste

Até o momento, 11 conselheiros acompanharam o relator e quatro ainda não votaram; o julgamento virtual encerra-se nesta quinta-feira, 9.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.