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Política

Comissão do Senado aprova passe livre em aviões para pessoas com deficiência

Texto segue para a Câmara dos Deputados

Aeroportos brasileiros podem ter atrasos por conta de apagão | Fonte: Divulgação
Aeroportos brasileiros podem ter atrasos por conta de apagão | Fonte: Divulgação

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou um projeto de lei que garante o passe livre no transporte aéreo para pessoas com deficiência. De autoria da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), o texto recebeu um substitutivo do senador Romário (PL-RJ) na terça-feira 14.

Caso não haja recurso para a votação em plenário, a matéria segue para a votação na Câmara dos Deputados. Pela lei atual do Passe Livre, a pessoa com deficiência e um acompanhante tem direito à gratuidade no transporte coletivo interestadual — rodoviário, ferroviário e aquaviário — se forem considerados carentes.

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Anteriormente, o PL havia sido aprovado pela Comissão de Direitos Humanos com outro substitutivo de Romário. O texto prevê que a gratuidade vale para o transporte coletivo terrestre, aquaviário e aéreo.

Sendo no terrestre em todas as modalidades: convencional, econômica, leito, semileito e executiva. Além disso, que as vagas não solicitadas em até 48 horas antes do início da viagem podem ser revendidas aos demais usuários.

O que mudou no PL do passe livre na CAE

O texto aprovado ontem foi modificado em três trechos. O primeiro pretende solucionar as críticas das pessoas com deficiência que nunca conseguem as passagens gratuitas, pois, segundo as empresas, não há mais vagas disponíveis.

Com a versão do relator, as companhias que negarem a emissão do bilhete deverão apresentar sugestões de datas e horários disponíveis para o destino do requerente.

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A empresa ainda será obrigada a enviar ao órgão fiscalizados os nomes e CPFs dos passageiros beneficiados. O relator também incluiu no texto um mecanismo para garantir a gratuidade das passagens, caso o Executivo demore para regular o tema.

Desse modo, caso a proposta não seja aprovada em até 90 dias, as companhias serão obrigadas a garantir dois assentos por veículo em todas as categorias dos transportes.

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Para não acontecer um vácuo legal entre o projeto de lei e a legislação que vigora atualmente, a Lei do Passe Livre só vai ser revogada quando a nova regulamentação passar a valer.

Segundo a Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado, o impacto financeiro total da matéria é de R$ 1,5 bilhão em 2023, R$ 2,7 bilhões em 2024 e R$ 2,8 bilhões em 2025.

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2 comentários
  1. Ed Camargo
    Ed Camargo

    Não existe almoço gratis, alguem sempre paga a conta. Neste caso seram os outros passageiros pagando mais caro por seus bilhetes.

    1. Mauricio Angeli Spinosa
      Mauricio Angeli Spinosa

      Exatamente. Eles gostam dessa falácia de “gratuito”. Essa escumalha adora fazer cortesia com o chapéu alheio. Nada, mas absolutamente NADA é de graça.

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