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Política

Comitiva do PT segue exemplo do MST e comparece à 'posse' de Maduro

Ida do partido à Venezuela ocorre em meio à prisão da principal opositora do regime chavista, Maria Corina Machado

Maduro e Lula seguem aliados | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Maduro e Lula seguem aliados | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A posse do ditador venezuelano Nicolás Maduro ocorre nesta sexta-feira, 10, em Caracas, com a presença de delegações brasileiras do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). As comitivas chegaram à capital no começo da semana para participar do “Festival Mundial Internacional Antifascista”, promovido pelo Foro de São Paulo.

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O PT está representado por Valter Pomar e Mônica Valente, ambos secretários-executivos do Foro de São Paulo, além de Camila Moreno e Vera Lúcia Barbosa. O evento, realizado entre a quarta-feira 8 a e quinta-feira 9, serviu para coordenar as estratégias de ascensão de governos de esquerda na América Latina e no Caribe.

Durante a estadia das delegações, a prisão da líder da oposição, Maria Corina Machado, atraiu atenção. Ela foi detida durante um protesto, mas liberada horas depois. A ditadura de Maduro negou a prisão, o que gerou repercussões locais e internacionais.

MST envia carta a Maduro

O MST enviou cinco integrantes, incluindo um dos principais fundadores, João Pedro Stédile. Na quarta-feira, o movimento participou de uma “grande caravana” de motocicletas em apoio a Maduro, que percorreu do bairro de Petare ao Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano.

Além disso, o MST e outros grupos assinaram uma carta endereçada a Maduro. O documento enfatiza o respeito à soberania venezuelana e a importância de fortalecer os laços entre Brasil e Venezuela, apesar das diversas denúncias de fraude nas eleições de 2024.

O governo brasileiro recebeu um convite formal para a cerimônia, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não comparecer. O Brasil será representado pela embaixadora Glivânia Oliveira, o que gerou críticas de políticos da oposição, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), que defendeu uma postura mais firme em relação a Maria Corina Machado.

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