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Política

Como o PSDB ficou sem nenhum vereador em São Paulo?

Os 8 parlamentares do partido decidiram seguir outro rumo

Entre as razões da debandada está a ‘instabilidade crônica na legenda’ | Foto: Antonio Molina/Estadão Conteúdo
Anteriormente, o PSDB era dono da maior bancada na Câmara Municipal — ao lado do PT | Foto: Antonio Molina/Estadão Conteúdo

O PSDB de São Paulo enfrenta instabilidade na Câmara Municipal, porque seus oito vereadores deixaram o partido. A mudança ocorreu durante o fim da janela partidária, que se encerrou nesta sexta-feira, 5. Os ex-tucanos migraram para o MDB, o PL, o Podemos e o PSD.

Anteriormente, o PSDB era dono da maior bancada na Câmara Municipal — ao lado do PT. Os vereadores alegam que a saída do PSDB envolve diversos motivos, incluindo a falta de apoio do partido à reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB), as incertezas sobre os rumos nas eleições municipais deste ano, as interferências do diretório nacional e a instalação de comissões partidárias provisórias desde o fim de 2023.

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A decisão de não seguir com Nunes foi tomada pela executiva municipal provisória do PSDB no fim de março, apoiada pelas direções nacional e estadual.

As divergências no PSDB

Entre os vereadores que deixaram o PSDB destacam-se Sandra Santana, que depois de quase 30 anos migrará para o MDB; e Gilson Barreto, que também se juntará ao MDB. A saída em massa dos vereadores tucanos resultou em um cenário em que o MDB deve tornar-se a maior bancada da Câmara Municipal, passando de cinco para dez vereadores.

A mudança de partido dos vereadores do PSDB reflete as divergências internas e as diferentes visões sobre alianças políticas. Enquanto alguns defendem a continuidade da parceria com Ricardo Nunes, outros rejeitam o apoio ao atual prefeito por causa de sua proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão de se unir a partidos aliados do governo de Nunes, como o MDB, o Podemos e o PSD, demonstra uma reconfiguração no cenário político da capital paulista.

Leia também: “O fim do PSDB”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 210 da Revista Oeste

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