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Política

Congresso promulga parte final da PEC dos Precatórios

Primeira parte, com os trechos de consenso já formado nas duas Casas, havia sido promulgada na semana passada

Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e presidente do Senado, Rodrigo Pacheco | Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O Congresso Nacional promulga nesta quinta-feira, 16, os trechos ainda pendentes da PEC dos Precatórios. Ontem, a Câmara concluiu a votação dos trechos da PEC alterados no Senado.

A primeira parte da proposta, com os trechos de consenso já formado nas duas Casas, havia sido promulgada na semana passada.

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A PEC dos Precatórios promulgada hoje abre um espaço fiscal de R$ 43,8 bilhões para a União gastar em 2022, segundo divulgado pelo Ministério da Economia. O trecho já promulgado abriu um espaço de R$ 64,9 bilhões no Orçamento de 2022.

No ano que vem, a aplicação dos recursos economizados com o limite de pagamento de precatórios deverá ser exclusivamente utilizado em seguridade social e no programa Auxílio Brasil.

Ao ser analisada no Senado, no início de dezembro, a proposta foi modificada e precisou retornar para análise da Câmara. Entre as alterações estava a redução de 2036 para 2026 do prazo de vigência para esse limite de pagamento de precatórios.

Outro ponto foi a inclusão de vinculação da utilização dos recursos obtidos com programas de transferência de renda, saúde, previdência social e assistência social. Antes, não havia tal referência para o uso dessa verba aberta com a PEC.

Após assinar a promulgação, Pacheco destacou o caráter assistencial da proposta e a atenção às famílias carentes com programas sociais.

“A parte que hoje promulgamos abre ainda mais espaço fiscal para a implementação dos programas sociais que garantirão renda para as famílias mais pobres”, afirmou.

O texto prevê um limite anual para o pagamento de precatórios, que são dívidas da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal, determinadas por sentença judicial definitiva.

O presidente Jair Bolsonaro negou que a PEC seja o instrumento de “calote”. Segundo argumentou em evento na semana passada, a PEC é “uma renegociação, um alongamento de dívida para quem tinha mais de R$ 600 mil para receber do governo”.

Com informações da Agência Brasil

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