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Política

CPMI do INSS ouve ministro da CGU nesta 5ª

Convidado, Vinícius de Carvalho deve explicar falhas na fiscalização

O ministro da CGU do governo Lula, Vinicius de Carvalho: CPMI quer explicações sobre suposta negligência | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O ministro da CGU do governo Lula, Vinicius de Carvalho: CPMI quer explicações sobre suposta negligência | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pretende ouvir nesta quinta-feira, 2, o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques de Carvalho. Ele participa na condição de convidado, sem a obrigação de comparecer.

O formato de convite partiu da base do governo. O grupo realiza manobras para principalmente reduzir a repercussão negativa acerca do escândalo que envolve o desvio irregular de aposentados e pensionistas. Rumo às eleições de 2026, o objetivo é sobretudo blindar a imagem do presidente Lula da Silva, que sabia das fraudes, segundo apurações, e cujo irmão teria participação direta no episódio.

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CPMI e a suposta negligência da CGU 

O colegiado aprovou três requerimentos para chamar o ministro. Os senadores Izalci Lucas (PL-DF) e Soraya Thronicke (Podemos-MS) e o deputado Duarte Jr. (PSB-MA), vice-presidente da comissão, foram os responsáveis pela solicitação.

Os parlamentares querem ouvir de Carvalho por que a CGU não identificou o esquema antes. As fraudes consistiam principalmente em descontos ilegais nos benefícios de aposentados e pensionistas. O caso veio a público em dezembro de 2023, em reportagens do site Metrópoles.

Leia também: “CGU orientou INSS a conter repercussão por fraudes, diz documento”

À época, Carvalho já chefiava a CGU. As investigações mostraram que diversas instituições aumentaram a arrecadação com mensalidades, atingindo R$ 2 bilhões em um ano. Os ganhos se deram mesmo no período em que as entidades respondiam a milhares de processos por irregularidades em filiações de segurados.

O escândalo resultou na demissão do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi. Agora, a CPMI tenta esclarecer se houve omissão ou falhas de fiscalização por parte do governo federal e da Controladoria, sob forte influência política da gestão petista.

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