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Política

Crise logística em Belém afasta CEOs da COP30

Setor privado teme riscos e aponta atraso nas soluções do governo

A realização da COP30 em Belém, no Pará, tem sido um dos principais 'investimentos' do governo Lula | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Países reclamaram publicamente das tarifas, que variaram de R$ 6 mil a R$ 238 mil por diária | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente da SB COP, Ricardo Mussa, afirmou que parte dos executivos de grandes multinacionais desistiu de viajar ao Brasil para participar da COP30, marcada para 2025 em Belém, no Pará.

Mussa, que já atuou como executivo da Raízen e da Cosan Investimentos, comanda a frente empresarial da conferência do clima. Segundo ele, as dificuldades logísticas na capital paraense reduziram o interesse de líderes globais em visitar a Amazônia.

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“O problema está sendo resolvido, sim, mas de forma muito tardia”, disse Mussa. “Poderia ter sido feito antes.”

O dirigente evitou citar nomes, mas relatou que alguns CEOs comunicaram a decisão de não comparecer à conferência. De acordo com ele, empresas de grande porte exigem planejamento com antecedência e não pretendem expor seus principais executivos a riscos.

A preocupação é compartilhada por Alex Carvalho, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará e da Jornada COP+. Ele concorda que as medidas do governo para resolver problemas logísticos, como na hotelaria, foram tardias e avalia que os impactos ainda serão sentidos no evento.

Mussa destacou que, em nenhuma edição anterior da conferência houve abertura tão ampla para a participação do setor privado. Por isso, pretende sugerir que o modelo da SB COP continue sendo usado nas próximas edições. Para 2026, aposta na escolha da Austrália como sede, embora a Turquia também esteja na disputa.

SB COP reúne empresas para discutir questões climáticas

Inspirada no formato do B-20 realizado durante o G-20 no Brasil, em 2024, a SB COP reúne empresas de diversos países para discutir questões climáticas.

O grupo argumenta que 84% das emissões de gases de efeito estufa têm origem no setor privado e já definiu oito eixos temáticos. Cada um renderá três recomendações ao governo, totalizando 24 propostas. As entidades sindicais envolvidas representam, segundo Mussa, 31 milhões de empresas em todo o mundo.

+ Leia também: “Empresa investigada por corrupção mantém contrato de R$ 120 mi com a COP30”

Mesmo depois da saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, companhias norte-americanas seguem participando das atividades da SB COP.

A Câmara Americana de Comércio representa oficialmente os EUA na iniciativa. Mussa afirma que os empresários adotam cautela no discurso para evitar confrontos com o governo do presidente Donald Trump.

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3 comentários
  1. Lourival Nascimento
    Lourival Nascimento

    A FLOP 30 imaginada para alavancar a popularidade do Lula e o ego da Marina Silva, será um fracasso retumbante, apesar da IMPRENSA ESTATIZADA dizer o contrário. Nem os urubus do Ver-o-Peso acreditam em algo grandioso. Mais de 80% de Belém não tem coleta e tratamento de esgotos, grande parte da população mora em áreas alagadiças, insalubres, tem muitas palafitas, a coleta de lixo é um horror, a SEGURANÇA PÚBLICA praticamente inexiste, desmatamentos ilegais e queimadas idem, a mobilidade urbana é desprezada, o transporte público é caótico, alta concentração de pobreza. “É possível retomar todos os projetos que estavam parados até agora, terminá-los dentro do prazo e ainda fazer tudo isso se preocupando com os impactos ambientais? EU ACHO MUITO DIFÍCIL”, questiona a economista Vanusa Santos, que coordena um grupo de pesquisa sobre sustentabilidade na Universidade Federal do Pará (UFPA). A FLOP 30 nasceu morta e muitas autoridades estrangeiras estão sinalizando que não comparecerão à encenação de que está tudo bem, quando não está. “Vinte e cinco países enviaram uma carta à organização da COP30 e à UNFCCC expressando preocupações sobre a logística e hospedagem em Belém, sugerindo que, se as condições não forem garantidas, parte da conferência pode ser transferida para outro local.” A menos de TRÊS meses para o início, a FLOP 30 respira por aparelhos no hospital da ignorância, ineficiência e escândalos. A J.A Construcons integra o consórcio que venceu licitação de R$ 142 milhões investigada pela PGR por suspeita de corrupção. A empresa está em nome de Andrea Dantas, esposa do deputado federal Antônio Doido (MDB-PA), e abasteceu esquema de saques milionários realizados pelo policial militar Francisco Galhardo, segundo a PGR. O PM foi preso ao fazer um dos saques milionários. Mensagens reveladas mostram que, no mesmo dia em que o consórcio venceu a licitação de R$ 142 milhões, em 20 de setembro de 2024, o PM Francisco Galhardo sacou outros R$ 6 milhões e, em seguida, fez contato com o secretário de Obras Públicas do Pará, Ruy Cabral. É bom lembrar os ENORMES escândalos de CORRUPÇÃO. Rio-2016: denúncias de corrupção abalaram o legado olímpico. Cinco empreiteiras foram responsáveis pela maioria das obras dos Jogos Rio-2016.Todas as construtoras estiveram envolvidas no escândalo de corrupção na Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato, que apurou um bilionário esquema ilegal na companhia petrolífera brasileira, envolvendo outras empresas, partidos e políticos. De acordo com a Procuradoria, “vasta documentação e provas robustas” indicaram que o grupo liderado pelo então governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, havia repassado US$ 2 milhões em propina para comprar o voto do senegalês Lamine Diack, que esteve à frente da FIA de 1999 a 2015. O valor teria sido pago por meio de seu filho, Papa Massata Diack. Olimpíada do Rio, um escândalo que não acabou. Operação Unfair Play mira rota dos subornos após ex-governador Sérgio Cabral confessar que comprou votos para cidade sediar os Jogos Olímpicos em 2016. Após R$ 3 bilhões em aditivos, nove estádios da Copa caíram na Lava Jato para realização da Copa do Mundo. A construção das arenas da Copa do Mundo de 2014 sempre foi cercada de suspeitas de corrupção, sentimento que cresceu com o aumento dos custos dos estádios em R$ 3 bilhões. Quase três anos após o início do Mundial, as investigações da Operação Lava Jato têm trazido luz e comprovado boa parte destas suspeitas, com nove arenas aparecendo nas delações premiadas. Maracanã Valor inicial: R$ 600 milhões Valor final: R$ 1,05 bilhão. Arena Corinthians Valor inicial: R$ 240 milhões Valor final: R$ 820 milhões. Mineirão Valor inicial: R$ 426,1 milhões Valor final: R$ 695 milhões. Mané Garrincha Valor inicial: R$ 745,3 milhões Valor final: R$ 1,4 bilhão. Arena Amazônia Valor inicial: R$ 515 milhões Valor final: R$ 660,5 milhões. Arena das Dunas Valor inicial: R$ 350 milhões Valor final: R$ 400 milhões. Arena Pernambuco Valor inicial: R$ 529,5 milhões Valor final: R$ 532,6 milhões. Arena Fonte Nova Valor inicial: R$ 591,7 milhões Valor final: R$ 684,4 milhões. Arena Pantanal Valor inicial: R$ 591,7 milhões Valor final: R$ 684,4 milhões. Se alguém da IMPRENSA ESTATIZADA achar que na FLOP 30 vai ser diferente, é assunção de culpa. Ou então, que essa mesma IMPRENSA ESTATIZADA consulte o MPF, arquivos da Lava Jato, Delações de empreiteiros CORRUPTORES e autoridades CORRUPTAS. A FLOP 30, por mais que a IMPRENSA ESTATIZADA queira mentir, não resiste a um raio do Sol da verdade.

  2. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    FLOP 30 – mais uma iniciativa desgovernamental do PT

    1. O BELFORROXENSE
      O BELFORROXENSE

      Bem isso ai Paulo, FLOP 30. Vai ser igual a copa e olimpíadas aqui no pais, quando na gestão de DESgovernos esquerdalhas, serve apenas para acordos nada republicanos com empresas corruptas e lavagem de dinheiro…

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