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Política

Dallagnol indeniza Lula em R$ 146 mil no ‘caso PowerPoint’

Valor transferido ao petista foi arrecadado por meio de doações de apoiadores

Deltan Dallagnol
Dallagnol afirmou nas redes sociais que reuniu o valor por meio de doações feitas por mais de 12 mil pessoas | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ex-procurador Deltan Dallagnol depositou R$ 146,8 mil em uma conta judicial para quitar a indenização por danos morais que deve ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pagamento inclui também os honorários dos advogados do petista.

A condenação tem origem na coletiva de imprensa realizada em 2016, quando Dallagnol apresentou uma denúncia contra Lula no caso do tríplex do Guarujá.

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Na ocasião, o então integrante da força-tarefa da Lava Jato exibiu um PowerPoint com o nome de Lula como “grande general” de um esquema na Petrobras, que classificou como uma “propinocracia”.

Como resultado, a Justiça entendeu que Dallagnol agiu com abuso de direito, usou linguagem ofensiva e extrapolou sua função ao insinuar culpa antes mesmo do início do processo judicial.

Ao comentar a decisão, Dallagnol afirmou nas redes sociais que reuniu o valor por meio de doações feitas por mais de 12 mil pessoas. Segundo ele, os recursos foram aplicados e renderam cerca de R$ 835 mil. O ex-procurador afirmou que vai destinar o valor excedente a hospitais filantrópicos.

Defesa de Dallagnol contesta condenação

A defesa de Dallagnol alegou que não houve violação à honra do petista e que a entrevista coletiva serviu para prestar contas à sociedade sobre os desdobramentos da Lava Jato. Ainda assim, a Justiça considerou que o procurador violou direitos de personalidade de Lula ao se manifestar em rede nacional com juízo de culpa antecipado.

+ Leia também: “‘O que o STF quer esconder?’, pergunta Deltan, sobre caso Master”

“Isso é o que acontece quando se luta contra a corrupção e a injustiça no BR”, escreveu o ex-procurador. “Essa é a reação do sistema, nua e crua. Lula sai impune e nós pagamos o preço da corrupção”.

Em 2021, o Supremo Tribunal Federal anulou as condenações de Lula no caso do triplex e argumentou que houve parcialidade do então juiz Sergio Moro. A Corte justificou que houve cerceamento de defesa e que o julgamento do petista teve conotação política.

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