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Política

Delação de Vorcaro atrasa e pode vir à tona durante as eleições

Acordo de colaboração ainda não tem escopo definido; advogados têm até 150 dias para a homologação

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Caso Master: preso, Daniel Vorcaro avança para firmar acordo de delação premiada | Foto: Divulgação/SAP

A delação premiado de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, preocupa grande parte das autoridades de Brasília e pode vir à tona nas eleições de outubro deste ano.

As revelações do ex-banqueiro geram dúvidas sobre o potencial de alcance a autoridades como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), lideranças do centrão e até integrantes do Partido dos Trabalhadores da Bahia.

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A delação premiada é um acordo em que o investigado colabora com a Justiça, fornecendo informações relevantes sobre crimes em troca de benefícios, como redução de pena, progressão de regime e até perdão judicial, desde que a colaboração seja efetiva e homologada pelas autoridades judiciais.

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Por enquanto, o acordo permanece em fase preliminar. O advogado José Luis Oliveira Lima, que lidera a defesa de Vorcaro, ainda define o material que apresentará à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República.

Delação é adiada

O cronograma inicial também sofreu alterações. O prazo de 90 dias, estabelecido anteriormente para a homologação do acordo pelo STF, foi ampliado. A nova previsão é de que essa etapa leve cerca de 150 dias, sem contar o período destinado aos depoimentos.

Apesar das movimentações recentes, incluindo a assinatura de acordos de confidencialidade por Vorcaro e por seu cunhado, Fabiano Zettel, outros investigados no caso Master ainda não sinalizaram interesse em firmar colaboração com as autoridades.

Zettel
Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro | Foto: Reprodução/fabiano.zettel/Instagram

Entre eles estão os ex-diretores do Banco Central que atuaram como assessores informais do ex-banqueiro, o ex-sócio Augusto Lima e os antigos executivos da instituição financeira envolvidos nas investigações.

Neste sábado, o ex-dono do Banco Master completou um mês de prisão. A PF o deteve na terceira fase da Operação Compliance Zero.

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