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Política

Dino critica juízes que enriquecem a qualquer custo: 'Bezerro de ouro'

Em aula magna a futuros juízes, o ministro afirmou que 'tanta gente se perde' na busca pelo enriquecimento desmedido

O ministro do STF Flávio Dino: bloqueio a emendas | Foto: Divulgação/STF
O magistrado também aconselhou os alunos a não se perderem no próprio caminho em busca do dinheiro. | Foto: Divulgação/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse durante aula magna, realizada na Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), nesta terça-feira, 10, que os magistrados devem ter conduta ilibada e saber ultrapassar os desafios sem se corromper.

Para ilustrar sua fala, Dino usou uma citação bíblica recorrente em seus discursos, a do “bezerro de ouro”.

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“Vocês sabem qual é o bezerro de ouro do direito? Enriquecer a qualquer preço, a qualquer custo”, disse Dino. “Tanta gente que se perde nisso. Se dedica, estuda, vira juiz, vira magistrado, depois é punido.”

O magistrado também aconselhou os alunos a não se perderem no próprio caminho em busca do dinheiro.

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“Tanta gente que se perde nisso. Se dedica, estuda, vira juiz, vira magistrado, depois é punido. Tanto de advogado que lutou no ProUni [Programa Universidade para Todos] para trabalhar e, quando vê, tá preso por lavagem de dinheiro”, destacou o ministro, no evento da Emerj. “Isso é bezerro de ouro. Isso é o desvio do caminho. É no tempo da escuridão e do deserto que você tem que reforçar a sua fé, e neste caso a nossa fé laica é a fé nos direitos constitucionais.”

Dino fala sobre responsabilidade fiscal


Aos futuros juízes que ingressaram no 1° semestre de 2026 do Curso de Especialização em Direito Público e Privado, no Rio de Janeiro, Dino falou sobre os casos que estão em sua relatoria no STF, como o das emendas parlamentares, herdada da ministra aposentada Rosa Weber.

“Tivemos, a partir da Lei de Responsabilidade Fiscal, uma espécie de chamamento à compreensão de que responsabilidade fiscal e social, para serem ambas verdadeiras, têm que caminhar de mãos dadas”, reforçou Dino. “É disso que o STF tem tratado, porque não há dúvidas de que os direitos têm primazia; não há dúvidas de que, sem eles, os profissionais que aqui estão não têm lugar no mundo.”

Por fim, o ministro destacou que “se nós não formos os profissionais da esperança, da alegria e da felicidade, se formos apenas os profissionais do ‘não’ ou da punição, seremos crescentemente descartáveis e também odiados. Não há dúvidas de que temos que falar sempre dos direitos”.

5 comentários
  1. Christian
    Christian

    SE PERDER ? FOI O QUE ACONTECEU COM AS GRAVAÇÕES DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA NO 08/01.
    QUE HIPOCRISIA DESMESURADA…

  2. Marcos Antônio de Carvalho
    Marcos Antônio de Carvalho

    Deve ter citado o Moraes, o Toffoli….

  3. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    ELE É TÃO GRANDE QUE NÃO CABE EM QUALQUER ESPELHO… TALVEZ POR ISSO NÃO SE ENXERGUE….

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