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Política

Documento indica risco de deportação de ex-deputado

Registro aponta visto vencido; versões divergem sobre motivo da detenção

O deputado federal Alexandre Ramagem (PL/RJ): mais um pivô no clima de tensão entre Legislativo e Judiciário | Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Departamento norte-americano afirma que Ramagem entrou legalmente no país | Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Segundo documento do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, o ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) está com o visto expirado e corre risco de deportação; a polícia o prendeu nesta segunda-feira, 13, na Flórida.

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As informações foram confirmadas pelo jornal Folha de S.Paulo. O documento, chamado de Notificação de Comparecimento (NTA, na sigla em inglês), apresenta ao tribunal de imigração os fundamentos para eventual retirada do país.

O departamento afirma que Ramagem entrou legalmente nos EUA. O texto revela que ele se tornou “passível de deportação” porque o visto B2, destinado a turismo, permitia permanência até 10 de março.

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O documento afirma: “A lei considera você sujeito à deportação dos EUA, conforme as seguintes disposições: Seção 237 (a)(1)(B) da Lei de Imigração e Nacionalidade (INA)”.

A Polícia Federal confirmou a prisão. Em nota, o órgão atribuiu a detenção à cooperação internacional com autoridades norte-americanas.

Alexandre Ramagem
Segundo o documento, o visto de Alexandre Ramagem era de turista e venceu dia 10 de março | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Aliados contestam versão oficial

Aliados do ex-deputado apresentam outra versão. Segundo a ex-juíza Ludmilla Lins Grilo e sócia da empresa Immigrex afirmou no X que a detenção do ex-deputado aconteceu por questões de trânsito. “Nada a ver com questões migratórias ou perseguição pelo STF. Esquerdistas podem voltar aos seus afazeres.”

Ramagem deixou o país em setembro de 2025, depois de condenação pelo Supremo Tribunal Federal. Ele figura como foragido da Justiça brasileira. O nome do ex-deputado aparece no sistema do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas como “sob custódia”.

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