Doria: ‘Combaterei Lula e Geraldo Alckmin’

'Vou lamentar muito se a sua decisão for estar ao lado de Lula', disse o governador de São Paulo sobre seu 'mentor político'
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João Doria e Geraldo Alckmin: antigos aliados, hoje cada vez mais distantes
João Doria e Geraldo Alckmin: antigos aliados, hoje cada vez mais distantes | Foto: Reprodução/Redes sociais

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), escolhido como pré-candidato tucano ao Palácio do Planalto em 2022, entrou de vez em ritmo de campanha. Em entrevista ao UOL nesta sexta-feira, 10, o postulante à Presidência da República afirmou que será um duro adversário de uma possível chapa formada pelo petista Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, que está de saída do PSDB.

Alckmin foi o “mentor político” de Doria e o grande responsável por sua candidatura à prefeitura de São Paulo em 2016. Na ocasião, o atual governador foi eleito prefeito da capital paulista ainda no primeiro turno.

Dois anos depois, nas eleições de 2018, Alckmin amargou apenas a quarta colocação na disputa pelo Planalto, com menos de 5% dos votos. No segundo turno, Doria, que disputou e venceu a eleição para governador de São Paulo, declarou apoio a Jair Bolsonaro. Alckmin, então, se sentiu traído e rompeu publicamente com o antigo afilhado político.

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Para 2022, o nome de Alckmin vem ganhando força como possível candidato a vice-presidente da República na chapa de Lula. Ontem, como noticiado por Oeste, o deputado Paulinho da Força Sindical (SP), presidente nacional do Solidariedade, convidou o ainda tucano a se filiar ao partido para ser vice do petista.

“Mantenho meu respeito pelo governador Geraldo Alckmin, mas vou lamentar muito se a sua decisão for estar ao lado de Lula como candidato a vice-presidente da República”, disse Doria. “Estarei do outro lado e combaterei Lula e Geraldo Alckmin, se essa for sua opção”, completou o governador paulista.

Doria classificou ainda a eventual decisão de Alckmin de se aliar a Lula como uma “contradição histórica”. “Lamento muito se a opção dele for estar ao lado de Lula, que foi combatido pelo PSDB desde a criação do partido, em 1987”, lembrou. “O PT sempre foi um adversário histórico do PSDB, por princípios, posição definida desde o início.”

Na entrevista, Doria rechaçou a tese de que a provável saída de Alckmin do PSDB seja fruto do rompimento político entre eles. “Respeito a biografia do governador Geraldo Alckmin. É um direito que ele tem, se desejar sair do PSDB, mas ele ainda não manifestou formalmente sua saída”, concluiu.

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