E-mail racista enviado ao vereador Renato Freitas foi forjado

Sindicância constatou que houve 'simulação' de credenciais do relator Sidnei Toaldo, acusado de ser autor da mensagem
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O vereador do PT Renato Freitas, durante invasão a uma igreja católica em Curitiba - 05/02/2022 | Foto: Reprodução/Instagram/Renato Freitas
O vereador do PT Renato Freitas, durante invasão a uma igreja católica em Curitiba - 05/02/2022 | Foto: Reprodução/Instagram/Renato Freitas

Segundo relatório preliminar produzido pela Câmara Municipal de Curitiba, o e-mail racista recebido pelo vereador Renato Freitas (PT) foi forjado. Um servidor anônimo hospedado fora do Brasil enviou o material.

A Câmara enviou as informações ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), depois de a juíza Patrícia Bergonsi, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, conceder uma liminar que suspendeu a sessão do plenário que poderia cassar o mandato do parlamentar petista, na semana passada.

O Conselho de Ética da Casa pediu a cassação do petista, em virtude de uma manifestação na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. O ato comandado por Freitas terminou com a invasão de manifestantes ao templo religioso.

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Com o relatório, a Câmara pede à Justiça que reconsidere a liminar. Caso ocorra, o Legislativo municipal irá retomar a votação em plenário da cassação de mandato de Freitas.

E-mail falso

De acordo com o relatório preliminar, foi utilizado um serviço de envio de e-mails anônimos, hospedado na República Tcheca, no Leste Europeu. A sindicância constatou que houve “claro objetivo de forjar o remetente da mensagem, simulando as credenciais do vereador Sidnei Toaldo (Patriota)”.

“O serviço de envio de e-mails anônimo, hospedado na República Tcheca, não armazena logs, ou seja, não guarda registros para auditoria/mapeamento de informações, tais como data, hora, IP etc.”, informou a Diretoria de Tecnologia de Informação e Comunicações da Câmara. “Percebe-se, então, que houve claro objetivo de forjar o remetente da mensagem, simulando as credenciais de envio como sendo as do vereador Sidnei Toaldo.”

Para chegar à conclusão do caso, a Câmara teve acesso aos e-mails de Freitas e Toaldo. A documentação foi entregue à vereadora Amália Tortato (Novo), corregedora da Casa.

“A sindicância apenas não foi concluída, pois, como informado pela área técnica, há diligências efetuadas junto a (sic) empresa fornecedora Serpro pendentes de retorno, mas que em nada mudam o fato de que o e-mail foi forjado e não partiu da conta institucional do vereador Sidnei Toaldo”, acrescentou a Câmara.

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