Revista Oeste - Eleições 2022

Exército não vai substituir coronel descredenciado pelo TSE

Corte excluiu de um grupo de fiscalização do processo eleitoral o coronel do Exército Ricardo Sant’Anna
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Edson Fachin é ministro do STF | Foto: Carlos Moura/SCO/STF
Edson Fachin é ministro do STF | Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O Exército informou nesta quarta-feira, 10, por meio de nota, que não vai substituir o coronel que foi descredenciado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da equipe que inspeciona os códigos-fonte da urna eletrônica e o sistema eletrônico de votação. Na última segunda 8, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) excluiu de um grupo de fiscalização do processo eleitoral o coronel do Exército Ricardo Sant’Anna nesta segunda-feira, 8. O militar teria divulgado “fake news” sobre as urnas eletrônicas nas redes.

“Baseado em apuração da imprensa e de forma unilateral, sem qualquer pedido de esclarecimento ou consulta ao Ministério da Defesa ou ao Exército Brasileiro, o TSE descredenciou o militar. Dessa forma, o Exército não indicará substituto e continuará apoiando tecnicamente o MD nos trabalhos julgados pertinentes”, declarou.

O Exército afirmou ainda que trabalha de forma técnica e isenta e que não há interferência de posições pessoais.

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“Especificamente em relação ao oficial, cabe destacar que foi selecionado mercê de sua inequívoca capacitação técnico-científica e de seu desempenho profissional. Todavia, após tomar conhecimento das notícias veiculadas, já no final da semana passada, o Exército, como usualmente faz nesses casos, buscou esclarecer os fatos antes de tomar quaisquer providências, eventualmente precipitadas ou infundadas”, completou.

Leia a íntegra da nota do Exército:

Em relação às notícias veiculadas a respeito do “descredenciamento” de um militar do Exército Brasileiro, integrante de equipe técnica do Ministério da Defesa (MD) junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Centro de Comunicação Social do Exército informa que:

1. O trabalho da equipe das Forças Armadas, particularmente dos representantes do Exército Brasileiro, é eminentemente técnico e realizado de forma coletiva por seus integrantes, além de ser estritamente institucional, como se supõe que devam ser os trabalhos de todas as demais equipes participantes do processo.
 2. A participação de técnicos do Exército na equipe do MD segue rigorosamente as normas e as prerrogativas legais estabelecidas e legitimadas pela própria Resolução do TSE nº 23.673, de 14 de dezembro de 2021, que dispõe sobre os procedimentos de fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação. Assim, não há interferências das posições pessoais dos integrantes nas tarefas das equipes, sendo o trabalho realizado de forma profissional e isenta.

3. Especificamente em relação ao oficial, cabe destacar que foi selecionado mercê de sua inequívoca capacitação técnico-científica e de seu desempenho profissional.

4. Todavia, após tomar conhecimento das notícias veiculadas, já no final da semana passada, o Exército, como usualmente faz nesses casos, buscou esclarecer os fatos antes de tomar quaisquer providências, eventualmente precipitadas ou infundadas.

5. Baseado em “apuração da imprensa” e de forma unilateral, sem qualquer pedido de esclarecimento ou consulta ao Ministério da Defesa ou ao Exército Brasileiro, o TSE “descredenciou” o militar. Dessa forma, o Exército não indicará substituto e continuará apoiando tecnicamente o MD nos trabalhos julgados pertinentes.

6. O Exército tem consciência de suas atribuições e da isenta competência técnica, da dedicação e do comprometimento de seus profissionais.

7. Por fim, cabe ressaltar que o Exército Brasileiro, Instituição Nacional e Permanente, sempre participou nas ações de Garantia de Votação e Apuração, seja em aspectos de segurança, seja no apoio logístico, particularmente, nos rincões mais distantes do País.

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12 comentários Ver comentários

  1. O Brasil que presta está cansado dessa lenga-lenga. O que realmente interessa saber é quando o FachinORA , bem como toda corja que o cerca, será removido do cargo.

  2. As pessoas precisam entender que existe uma quadrilha trabalhando fortemente. Então, precisa ser muito cuidadoso para não dar motivos para a bandidagem reverter o jogo. Façam seus trabalhos sem barulho,ou, será que é militar travestido????

  3. Parabéns, como ensina a Doutrina, não se abandona um companheiro de farda no campo de batalha. Ainda mais se esse companheiro é muito relevante para a tropa.
    As FFAA, nos últimos tempos tem reagido a essas agressões desses irrelevantes de uma forma muito baseada no “politicamente correto”, o resultado chega a esse ponto, esses togados se acham muito poderosos e começam a crescer nas suas agressões. Há quem diga que “A melhor defesa é o ataque”. Agora, tem que manter isso daí, viu?

  4. Bonita nota do exército porém, o coronel foi descredenciado assim mesmo, e sem substituto… O tse ganhou mais uma… ou estou errado? tá soda viu…

  5. Esta decisão tem o apoio total dos brasileiros.
    Todos os participantes desta comissão tem que ter seus nomes revelados e ver o que eles tb publicam em suas redes sociais.

  6. O TSE, ao afastar unilateralmente o Oficial do Exército, como se patrão fosse, ignora os ritos e atropela o direito. Lamentável!

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