O escritor e professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), em Belo Horizonte (MG), Adriano Gianturco, comentou os principais pontos de seu recém-lançado livro, Mentiram para Nós Sobre o Brasil, no qual propõe uma reflexão crítica sobre ideias amplamente difundidas a respeito do país.
No livro, o autor analisa clichês, coloca certezas em xeque e constrói um retrato mais fiel da realidade brasileira. No lugar de slogans, o leitor encontra informações verificáveis; em vez de opiniões vagas, há estatísticas e análises fundamentadas.
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Mais do que provocar polêmica, a obra busca qualificar a discussão pública e estimular o pensamento crítico, sendo indicada para quem deseja compreender o Brasil além das frases prontas e refletir sobre caminhos mais consistentes para enfrentar seus desafios.
“O livro nasce da seguinte questão: existe uma pesquisa que mostra quanto a população de cada país conhece seu próprio país”, explicou Gianturco durante entrevista ao programa Oeste com Elas, desta sexta-feira, 13. “Infelizmente, neste ranking internacional, o Brasil ficou em segundo lugar, ou seja, é o segundo povo que menos conhece seu próprio país.”
Adriano Gianturco cita contradições brasileiras
Ao citar características brasileiras que destoam de países verdadeiramente democráticos. O escritor citou temas como a menoridade penal, a falta de liberdade econômica e a de punições penais como a prisão perpétua.
Por outro lado, Gianturco desmistificou a ideia de que o brasileiro é egoísta e citou pesquisas que colocam o país entre os que mais praticam a caridade.
“Não é verdade o que dizem sobre o brasileiro querer tirar vantagem de tudo”, afirmou. “Existe um ranking internacional de voluntariado, de caridade e filantropia, no qual o Brasil está na posição 18º entre os que mais fazem caridade.”
Leia também: “Um país em busca de ética”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 309 da Revista Oeste
No quesito “liberdade de expressão”, o escritor destacou que o Brasil é o país que mais remove conteúdos on-line, por via judicial, em números absolutos.
“Porém, o Brasil também é um dos países mais digitalizados do mundo”, explicou. “Entre as Américas, o Brasil está na primeira posição e está na quinta posição entre todos os países do mundo.”
“Além disso, a população brasileira é a que passa mais tempo on-line e a que mais usa as redes sociais e acompanha influenciadores para tomar decisões, principalmente, de compra”, completou.






































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