A preocupação com a própria segurança levou o ex-major do Exército Ailton Gonçalves Moraes Barros, detido pela Polícia Federal na sexta-feira 10, a solicitar transferência de unidade prisional durante audiência de custódia. O ex-militar alegou risco de vida caso permaneça detido em Benfica, no Rio de Janeiro, por causa do perfil político de outros internos.
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O pedido ocorre depois de ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a prisão do ex-major, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para cumprimento de pena relacionada ao processo da suposta tentativa de golpe. Barros estava em prisão domiciliar até ser localizado pela PF em sua residência na capital fluminense.
Temor por segurança e alegações políticas
“Eu peço ao senhor [Alexandre de Moraes] que olhe com carinho e um pedido de urgência, porque aqui onde estou, eu corro risco de vida”, declarou o ex-major. “Meu risco de vida aqui é muito menos em relação à minha condição de ex-militar do que a parte política. O presídio aqui é notadamente conhecido como as pessoas que fazem parte do presídio, como eleitores do atual presidente. Isso aqui me causa sérios problemas. A condição de ex-militar é a que menos pesa.”
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Expulso do Exército, Barros relatou já ter sofrido agressões enquanto esteve preso preventivamente sob ordem de Moraes. Por esse motivo, a defesa solicitou sua transferência para Bangu 8. Além dele, o Exército Brasileiro cumpriu, na mesma ocasião, três mandados de prisão contra os militares Ângelo Denicoli, Giancarlo Rodrigues e Guilherme Almeida.
uma sugestão a revista, identifique a quantidade de presos políticos em razão dos julgamentos dos réus do 8 de janeiro. essa informação deveria ser indicada em cada reportagem sobre esses presos políticos