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Rebeca Ramagem, mulher do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência, Alexandre Ramagem, solicitou licença do cargo de procuradora do Estado de Roraima em 15 de junho para concorrer nas eleições deste ano, sem especificar o cargo. Ela é filiada ao PL desde março de 2022 e reside na Flórida desde o final de 2025, onde se considera "exilada política". Alexandre Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão por sua participação em uma suposta tentativa de golpe e deixou o Brasil clandestinamente.
A mulher do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), Rebeca Ramagem, pediu licença do cargo de procuradora do Estado de Roraima para concorrer nas eleições deste ano. O requerimento foi protocolado no último dia 15 e não informa qual cargo ela pretende disputar.
O afastamento ocorre dentro do prazo legal de desincompatibilização exigido para servidores públicos candidatos. No pedido de licença, Rebeca anexou sua ficha de filiação ao PL do Rio de Janeiro, legenda à qual é filiada desde março de 2022.
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Rebeca mora no Estado norte-americano da Flórida desde o fim de 2025. Em perfis nas redes sociais, ela se apresenta como “exilada política”. Ela deixou o Brasil para se juntar ao marido, que foi para os Estados Unidos em setembro, no mesmo período em que foi condenado a 16 anos de prisão por participação na suposta tentativa de golpe.

Em novembro, Ramagem passou a ser alvo de um mandado de prisão expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Nas eleições municipais de 2024, ele foi candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro.
Presidente do PL na capital fluminense, Bruno Bonetti afirmou que a procuradora pode disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, embora ainda seja necessário verificar a viabilidade jurídica da candidatura.
“Todo mundo que é filiado ao partido pode se colocar na condição de pré-candidato”, declarou ao jornal O Globo. “Ela é um nome excepcional para se lançar.”

Um despacho do Departamento de Recursos Humanos da Procuradoria-Geral do Estado de Roraima (PGE-RR) datado de 30 de junho registra que Rebeca está “quite com a Justiça Eleitoral e não possui registro de condenação criminal eleitoral transitada em julgado”. O documento também informa que ela não recebe salário desde dezembro de 2025, quando o pagamento foi suspenso por decisão do STF.
Desde que se mudou para os Estados Unidos, Rebeca acumulou períodos de férias, prorrogações e licenças, permanecendo mais de sete meses sem exercer suas funções. Atualmente, usufrui de uma licença-prêmio por assiduidade concedida em março de 2026, relativa ao período de 2020 a 2025. O benefício termina em 7 de julho.
Em nota, a PGE-RR confirmou que a licença-prêmio “se encerra no dia 7 de julho, conforme portaria interna de 6 de março de 2026”. Desde 2020, Rebeca está lotada na Coordenadoria da Procuradoria-Geral do Estado de Roraima em Brasília, responsável por acompanhar ações nos tribunais superiores.

Dados do Portal da Transparência indicam remuneração mensal de aproximadamente R$ 46 mil.
Ida de Ramagem para os EUA
Em dezembro, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou que Alexandre Ramagem deixou o Brasil de forma clandestina, sem passar por controle migratório. “Foi via Guiana, saindo clandestinamente do Brasil, não passando por nenhum ponto migratório, embarcando do Aeroporto de Georgetown para Miami”, disse.
Ramagem chegou a Boa Vista na noite de 9 de setembro, data em que Alexandre de Moraes leu o voto que condenou os integrantes do núcleo central da suposta tentativa de golpe. No dia seguinte, atravessou a fronteira para a Guiana e, em 11 de setembro, embarcou de Georgetown para Miami com passaporte diplomático de parlamentar. Desde então, permanece na Flórida ao lado da mulher e das filhas.
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