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Política

Fachin derruba liminar e dá sinal verde para GDF salvar o BRB com bens públicos

O magistrado acolheu o pedido da administração distrital e suspendeu a decisão que impedia o uso de ativos móveis e imóveis para fortalecer a instituição financeira

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O presidente do STF, Edson Fachin, durante a abertura do Ano Judiciário, no tribunal - 2/2/2026 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, autorizou o governo do Distrito Federal a integralizar bens públicos ao patrimônio do Banco de Brasília (BRB).

Em decisão proferida na sexta-feira 24, o juiz do STF acolheu ao pedido da administração distrital e suspendeu a liminar que impedia o uso de ativos móveis e imóveis para fortalecer a instituição financeira.

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Ao fundamentar o despacho, Fachin ressaltou que a suspensão da cautelar não antecipa o julgamento sobre a constitucionalidade da lei.

O objetivo principal, segundo ele, é evitar danos graves e imediatos à gestão pública, ao preservar a saúde financeira do banco enquanto o mérito da questão não é definitivamente julgado pela Corte.

Riscos administrativos e impacto econômico

Segundo Fachin, os argumentos do Distrito Federal foram considerados relevantes, principalmente quanto ao risco à ordem administrativa causado pela decisão anterior, que interferia em políticas públicas definidas pelos poderes Executivo e Legislativo locais.

A decisão do STF segue a mesma linha da adotada pelo desembargador Roberval Belinati, que também suspendeu liminares contrárias ao uso de imóveis do DF para a capitalização do BRB. Fachin alertou para possíveis consequências negativas na ordem econômica, e ressaltou que o banco é fundamental para pagamentos de servidores, gestão de depósitos e concessão de crédito.

“O Banco de Brasília desempenha papel central no sistema financeiro do Distrito Federal, sendo responsável pela operacionalização de programas sociais relevantes, pelo pagamento de servidores públicos, pela gestão de volumes expressivos de depósitos — inclusive judiciais — e pela concessão de crédito em escala significativa à economia local”, afirmou o ministro.

Fachin também observou que impedir as medidas de reforço patrimonial poderia aumentar o risco percebido pelo mercado, afetando a confiança nas operações e no valor dos ativos do BRB, além de comprometer a continuidade de serviços essenciais e políticas públicas.

Leia também: “Punição excessiva e impagável”, artigo de Rachel Díaz na Edição 315 da Revista Oeste

Próximos passos no STF e no TJDFT

A decisão será submetida ao plenário virtual do STF entre os dias 8 e 15 de maio, enquanto o processo principal segue em análise no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) e Territórios. Fachin determinou ainda que as partes e a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentem manifestações em até 72 horas.

2 comentários
  1. Carlos Augusto Olivé Malhadas
    Carlos Augusto Olivé Malhadas

    deixa liquidar, o BRB vai continuar sendo roubado e vai continuar sem dinheiro e o Governo do DF vai ficar sem o patrimônio, ou seja, para resolver um problema se criam 2

  2. Álvaro Afonso Torres de Freitas
    Álvaro Afonso Torres de Freitas

    Como sempre, legalizando a roubalheira …….. Incorporando bens publicos, resolve o balanco do Banco, mas quem paga o rombo causado?

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