Fachin responde ao Ministério da Defesa e pede diálogo entre instituições

TSE também emite nota para argumentar que contagem simultânea de votos já é uma realidade
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Urnas seguem sendo alvo de debate entre TSE, Poder Executivo e militares
Urnas seguem sendo alvo de debate entre TSE, Poder Executivo e militares | Foto: Nelson Jr./Ascom/TSE

O ministro Luiz Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enviou ofício ao Ministério da Defesa nesta segunda-feira, 13, em resposta à reivindicação da pasta por providências para tornar as eleições mais transparentes.

Na quinta-feira, o ministro Paulo Sérgio Nogueira, da Defesa, havia encaminhado a Fachin sete propostas sobre as eleições deste ano. O presidente do TSE agradeceu a mensagem e exaltou “o necessário diálogo interinstitucional em prol do fortalecimento da democracia brasileira”.

“Renovo os nossos respeitosos cumprimentos a Vossa Excelência, igualmente expressando nossa elevada consideração às Forças Armadas e a todas as instituições do Estado Democrático de Direito no Brasil”, afirmou Fachin, no ofício a Paulo Sérgio Nogueira.

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Também nesta segunda-feira, em mais uma resposta aos questionamentos dos militares, o TSE emitiu nota sobre a contagem simultânea de votos, argumentado que a prática já é possível há várias eleições.

“O Tribunal Superior Eleitoral disponibilizará os Boletins de Urna enviados para totalização e as tabelas de correspondências efetivadas na sua página da internet, ao longo de todo o período de recebimento, como alternativa de visualização, dando ampla divulgação nos meios de comunicação”, manifestou o TSE.

“Trata-se, portanto, de ferramenta que permitirá a qualquer pessoa ou instituição fazer contagem simultânea de votos. Para isso, é preciso ter acesso à internet, onde estarão disponibilizados os arquivos dos BUs das seções eleitorais.”

Pedidos da Defesa

O ministro da Defesa destacou no ofício da última semana que, por se tratar de uma eleição eletrônica, os meios de fiscalização devem se atualizar continuamente, de maneira a exigir profissionais especializados em segurança cibernética e de dados. “Não basta, portanto, a participação de ‘observadores visuais’, nacionais e estrangeiros, do processo eleitoral”, ressaltou.

Paulo Sérgio Nogueira argumentou que apenas o voto deve ser secreto, não a apuração. “Dessa forma, entende-se que a transparência do pleito deve orientar, permanentemente, a atuação das entidades fiscalizadoras e do próprio TSE.”

Na conclusão do ofício, o ministro da Defesa pediu que a Corte Eleitoral tome medidas para melhorar o sistema eleitoral. “Eleições transparentes são questões de soberania nacional e de respeito aos eleitores”, observou.

Leia mais: “Teste de segurança das urnas eletrônicas do TSE é insuficiente, diz especialista”

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19 comentários Ver comentários

  1. Existem duas palavras que começam com “C” mas tem significados muito diferentes:Contagem e Credibilidade.Esta última não pode ser imposta, apenas construida.

  2. Esse facista comunista, deixou claro que não aceitará interferências de técnicos cibernéticos das FFAA, sem o comprovante de voto não tem como saber se o voto
    dado não será manipulado para outro candidato, ou seja sem uma contagem
    paralela e a presença dos técnicos na sala secreta e no acompanhamento , haverá fraude eleitoral sem dúvida, a não reeleição de Bolsonaro está nos planos dessa corja informaram descaradamente.

  3. O melhor dialogo é aceitar a implantação de uma urna nos moldes da urna com o voto impresso, ou seja o registro do voto na urna principal será confirmado pelo eleitor e gravará na urna adicional de exclusivo uso das FFAA e de AUDITORES TIs. independentes como o eng. CARLOS ROCHA, para serem AUDITADAS e apuradas pelo Ministério da Defesa, para VALIDAR o resultado apurado pelo TSE. Se houver divergência vale a apuração do Ministério da Defesa. Seria isto um ato antidemocrático ou pacificaria a nação e o presidente que já disse que passará a faixa para o vencedor com eleições AUDITÁVEIS.

  4. Esta raposa comunista é esperta pra caramba, viu que ia dar M e recuou né pois ai não conseguiriam mesmo dar o golpinho, todo este trabalho né!!!!, agora querem conversar kkkk, aceitou os termos que não interferem no esquema deles e os outros, há só nas próximas quando tirarmos o Bolsonaro!!! ligeiro estes caras, as forças armadas não devem aceitar até que as eleições ocorram de forma limpa, transparente, auditáveis e com contagem publica como “EXIGE A NOSSA CONSTITUIÇÃO” e que eles não cumprem, querem continuar elegendo os Randolfes, Aziz, Canalheiros da vida, os que os mantem impunes ali, querem ter o controle FATO. ” A gente finge que faz eleições, eles acham que votam e a gente escolhe por eles” Pesquisem de quem é esta fala……..

  5. Eles informam o BU enganando o povo ,queremos a contagem publica dos votos e não boletim das urnas manipulando as informações isso já aconteceu e essas informações do fachin é para dar substância a mídia esquerdista,abre o olho Presidente o golpe está em fase final ‘eleição não se ganha se TOMA’ Barroso e Ze dirceu falaram em bom tom,não acreditam??

  6. Fachin deve estar fingindo demência, pois, como sabemos, o problema central não está nas urnas eletrônicas em si, mas na viajem dos dados (transmissão ao TSE e processamento dos dados na apuração) depois de extraídos delas (urnas) – Carlos Rocha (o pai das urnas eletrônicas) explicou em matéria recente que basta o sistema operacional da urna eletrônica gerar um comprovante digital do voto (então nem é necessário comprovante impresso do voto), e no final da votação na sessão eleitoral, antes de transmitir (é aqui que mora o perigo: transmite A do lado de cá, pode chegar B do lado de lá) as informações para o sistema central do TSE, dá uma cópia do arquivo digital a quem tiver interesse – simples assim.

  7. O quê chama atenção, o EB, nestes mais de 26 anos de urnas eletrônicas, nunca houve nenhum questionamento e nem tampouco sugestão, qual o país democrático as forças Armadas se metem em eleições e ou apurações. Outra coisa o exército deveria se preocupar com as nossas fronteiras, principalmente as que fazem com a Bolívia, Paraguai, Colômbia, Paraguai, onde ocorre contrabando de: drogas, garimpos ilegais, extração de madeiras ilegais, mercadorias, de animais e armas que abastece as milícias e os facções criminosas espalhadas no Brasil, em destaque Rio, SP e está enraizada nas capitais, as forças Armadas, têm um papel de política de estado e não de governo, quaisquer que seja, por exemplo, o poder judiciário e o legislativo, diferente do poder executivo, que cada governo desenvolve a sua própria política. Acabou, Bolsonoro deve conquistar os votos da sociedade e não pressionar e arregimentar os militares pois, quando vivemos a ditadura militar Quem Votou para presidente, governador? Foram os generais em uma sala reservada com uma dúzia de generais. Aí sim eles contavam 12 votos, esse é a expertise do exército!

  8. Que o Ministério da Defesa tome muito cuidado com esse MONTE DE ESTRUME. Não passa de um dissimulado que durante muito tempo se escondeu como “defensor da LavaJato”. Apoiador confesso da Cadáver Insepulto e maior responsável pela soltura do Carniça. Esse VERME (ou seria o cocô do verme) é mais falso que nota de R$3.

  9. O cidadão Fachin, temporariamente ministro do pobre STF, parece se fazer de desentendido: NÃO HAVERÁ FRAUDES NAS URNAS!
    Não tente se evadir do território nacional.

    1. O povo espera que as FFAAs não caiam na conversa fiada do Fachin. O advogado do MST dissimula e tenta enganar. Não cola, urubu deplorável. Ou tem contagem pública de votos ou não teremos eleições seguras. Ponto final!
      Bota esse cara pra correr, ministro Paulo Sergio.

  10. Os BUs são produzidos pela própria urna, portanto não pode ser um atestado do seu bom funcionamento! Alem disso, num processo democratico transparente é preciso que cada eleitor tenha a confirmação de que seu voto foi registrado corretamente.

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