A família de Luiz Phillipe Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para conseguir ler o inquérito sobre a morte do investigado. A Polícia Federal (PF) entregou o relatório final à Corte nesta quinta-feira, 23. Segundo o portal Metrópoles, os parentes afirmam que os detalhes do caso chegam apenas por notícias da mídia.
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O advogado Vicente Salgueiro tentou acessar os documentos desde o começo das apurações, em março. Ele enviou um novo pedido na quarta-feira 22. A defesa sustenta que o fim da investigação derruba qualquer barreira para a família conhecer o conteúdo dos autos.
Morte sob custódia
Luiz Phillipe morreu em Belo Horizonte logo que foi preso pela PF. Os investigadores analisaram vídeos da cela e ouviram testemunhas para fechar o caso. O relatório descarta assassinato ou queima de arquivo. A perícia concluiu que Mourão tentou o suicídio sozinho no dia 4 de março e teve a morte cerebral confirmada dois dias depois.
O episódio gerou suspeitas, porque o preso era peça fundamental nas investigações sobre o Banco Master. Ele estava sob guarda da polícia quando tudo aconteceu. Com a entrega do inquérito ao STF, os investigadores consideram o episódio da morte encerrado juridicamente.
Braço direito de banqueiro
A PF aponta Mourão como o chefe de um grupo informal chamado “A Turma”. Essa estrutura servia para vigiar e pressionar inimigos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. “Sicário” coordenava espionagem e levantava dados de pessoas que criticavam ou rivalizavam com o banqueiro.
As conversas obtidas pela polícia mostram Mourão como o principal articulador dessas pressões. Ele acumulava diversas passagens pela polícia e era alvo de vários inquéritos antes de ser preso. Agora, segundo o Metrópoles, a família aguarda a decisão da Suprema Corte para saber o que a polícia descobriu nos últimos momentos de vida do articulador de Vorcaro.
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