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Política

Flávio Bolsonaro aciona o TCU contra filho de Lula

Representação do senador alega envolvimento de Lulinha com 'Careca do INSS', e pede por auditoria 'técnica e independente' nos órgãos da Previdência

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é pré-candidato à Presidência da República I Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é pré-candidato à Presidência da República I Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou, nesta segunda-feira, 15, uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) para pedir uma auditoria “técnica e independente” do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Ministério da Previdência. O documento solicita que o órgão investigue influência política, fragilidades internas e eventuais favorecimentos ligados a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a representação, há indícios de comunicações frequentes entre Lulinha e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, sem justificativa formal conhecida. O senador também cita relatos de pagamentos volumosos realizados ao filho de Lula, assim como a suspeita de que ele atuava como sócio oculto em empresas envolvidas no escândalo.

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“É cabível e necessário que esta Corte determine a instauração de auditorias, voltadas à verificação de indícios de interferência indevida, favorecimento, desvio de finalidade e falhas nos mecanismos de controle interno e externo no âmbito do INSS e do Ministério da Previdência Social”, consta no documento.

Flávio Bolsonaro relaciona familiares de Lula ao escândalo do INSS

A representação destaca ainda a ligação familiar entre Lulinha, Lula e Frei Chico, vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi) — que também é investigado no âmbito das fraudes do INSS. Para o senador, a “possível influência informal” sobre decisões administrativas do INSS exige um “controle externo reforçado”.

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“Não se trata aqui de presumir responsabilidade pessoal pelo vínculo familiar”, afirma o senador, que é pré-candidato à Presidência da República. “Mas de reconhecer que, em uma república democrática, a proximidade entre ocupantes de altos cargos e eventuais beneficiários indiretos de decisões administrativas exige controle reforçado.”

De acordo com o documento, o objetivo da representação é garantir apuração técnica e independente para preservar a “legalidade e a impessoalidade” na administração da Previdência, diante de possíveis interferências externas e riscos de captura institucional.

Leia também: “Togas fora da lei”, reportagem publicada na Edição 245 da Revista Oeste

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