Um relatório encaminhado ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostra que o fundo Gold Style, alvo da Operação Carbono Oculto, transferiu, de 2020 a 2025, R$ 180 milhões para a Super Empreendimentos. A empresa manteve Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, como diretor de 2021 a 2024.
A Polícia Federal (PF) identificou que a Super Empreendimentos manteve ligação com o núcleo familiar de Vorcaro. Inclusive, a companhia figura como proprietária de uma mansão em Brasília adquirida por R$ 36 milhões, utilizada com frequência para encontros entre o ex-banqueiro e autoridades.
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Em outra frente, a Justiça de São Paulo indica o Gold Style como um dos instrumentos financeiros do esquema atribuído a Mohamad Hussein Mourad. Ele é investigado por fraudes fiscais e suspeito de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Conforme o jornal O Globo, que obteve o alerta enviado ao Coaf e divulgou as informações nesta terça-feira, 17, a comunicação descreve que o fundo realizou operações com o objetivo de “ocultar beneficiários e partes envolvidas no mercado de valores mobiliários, utilizando de desdobramentos complexos”.
Mendonça indica uso de empresa para financiar grupo de coação
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirma que a Super Empreendimentos serviu como principal fonte de recursos de um grupo criado para monitorar e coagir autoridades, jornalistas e adversários comerciais.
Além disso, a decisão descreve o uso da empresa para realizar pagamentos a integrantes da estrutura associada a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário.
Relatório da PF mostra que ele recebeu R$ 24 milhões de Vorcaro para serviços ilícitos. Sicário cometeu suicídio em 4 de março de 2026, enquanto estava sob custódia da corporação em Belo Horizonte (MG).
Segundo a PF, Zettel e Ana Claudia Queiroz de Paiva, que figura como sócia da Super Empreendimentos, operavam os repasses com recursos da empresa. Os valores saiam da companhia e seguiam para empresas de fachada controladas por Sicário, como a King Participações Imobiliárias Ltda., com objetivo de ocultar a origem e o destino do dinheiro.
O alerta ao Coaf também registra transferências para outras empresas relacionadas às investigações, como a BK Instituição de Pagamentos e a Aster Petróleo. Esta última recebeu R$ 311 milhões e aparece como um dos principais focos das fraudes atribuídas ao grupo.
Reag liga fundos investigados ao grupo de Mohamad
A gestora Reag, que também aparece como alvo das apurações, administra o Gold Style. A Operação Carbono Oculto inclui outros fundos, como Mabruk II e Hans 95, apontados como instrumentos utilizados pelo grupo de Mohamad para aquisição indireta de ativos e movimentação de recursos.
Os investigadores indicam João Carlos Falbo Mansur, executivo da Reag, como responsável por estruturas ligadas à ocultação de valores. Em paralelo, a Operação Compliance Zero investiga operações que envolvem o Banco Master, com foco em movimentações circulares que envolveram emissão e reinvestimento de créditos.
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Dados do Banco Central mostram que fundos administrados pela Reag adquiriram Certificados de Depósito Bancário emitidos pelo Master entre abril e maio de 2024. Em seguida, um desses fundos resgatou R$ 800 milhões. Parte do valor retornou à própria instituição, enquanto outra parcela seguiu para diferentes fundos até chegar à Super Empreendimentos.






































É uma rede de banditismo dominando os poderes no Brasil.